Para que serve a ultrassonografia colorida do fígado, vesícula biliar, baço e pâncreas?
A ecografia hepato-bilio-pancreático-esplênica (também denominada ecografia abdominal superior) é um exame de imagem não invasivo, seguro e amplamente utilizado para avaliar de forma detalhada os órgãos do quadrante superior direito e esplênico do abdômen: fígado, vesícula biliar e vias biliares intra-hepáticas, pâncreas e baço.
Este exame permite identificar alterações morfológicas, volumétricas e estruturais, tais como: aumento ou redução do volume hepático (hepatomegalia ou atrofia), sinais de esteatose hepática (fígado gorduroso), nódulos focais benignos (como hemangiomas ou cistos) ou suspeitos de malignidade; cálculos biliares, colecistite aguda ou crônica, dilatação das vias biliares (colestase), pólipos vesiculares e alterações na parede da vesícula. No pâncreas, detecta pancreatite aguda ou crônica, cistos pancreáticos, tumores sólidos (como adenocarcinoma) e alterações na sua ecogenicidade ou contorno. No baço, avalia seu tamanho (esplenomegalia ou hipotrofia), presença de cistos, infartos esplênicos ou lesões focais.
O exame é realizado com o paciente em jejum por, no mínimo, 6–8 horas, para garantir a distensão adequada da vesícula biliar e melhor visualização dos órgãos retroperitoneais, especialmente o pâncreas. Embora altamente útil, sua sensibilidade pode ser limitada em pacientes com obesidade significativa, meteorismo intestinal intenso ou tecido adiposo abdominal abundante. Em casos suspeitos com achados inconclusivos, podem ser indicados exames complementares, como tomografia computadorizada de abdômen, ressonância magnética ou ecoendoscopia.