Quais são os riscos associados ao uso de laser para remover manchas deixadas pela acne?
O uso de lasers para o tratamento de cicatrizes de acne é uma opção eficaz em muitos casos, mas não está isento de riscos e potenciais complicações. As principais preocupações incluem: hipopigmentação ou hiperpigmentação pós-inflamatória, especialmente em pacientes com fototipos cutâneos mais escuros (Fitzpatrick IV–VI), devido à maior sensibilidade melanócita ao estímulo térmico; queimaduras superficiais ou profundas, quando há má calibração do equipamento, técnica inadequada ou falha na avaliação prévia da pele; infecções bacterianas, virais (como reativação do herpes simples) ou fúngicas, particularmente se houver descamação intensa ou ferida aberta pós-procedimento; formação de queloides ou cicatrizes hipertróficas, sobretudo em indivíduos com histórico pessoal ou familiar dessas alterações; e, embora raro, edema persistente, eritema prolongado (>4 semanas) ou alterações texturais permanentes na pele. A segurança e a eficácia dependem criticamente da escolha adequada do tipo de laser (ex.: fracionado não ablativo, fracionado ablativo ou Q-switched), da experiência do profissional, da avaliação individualizada do paciente — incluindo história dermatológica, fototipo, tipo de cicatriz (atrófica, hipertrófica ou pigmentar) e condições associadas — e do rigoroso seguimento pós-procedimento com fotoproteção rigorosa e cuidados tópicos orientados.