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Quais são os sintomas da faringite e quais medicamentos devem ser usados no tratamento?

Mar 28, 2026 56 views
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A faringite é uma inflamação da mucosa da faringe, geralmente causada por infecções virais ou bacterianas, embora também possa resultar de irritações ambientais, refluxo gastroesofágico ou uso excessi

A faringite é uma inflamação da mucosa da faringe, geralmente causada por infecções virais ou bacterianas, embora também possa resultar de irritações ambientais, refluxo gastroesofágico ou uso excessivo da voz. Os sintomas mais comuns incluem dor ou desconforto faríngeo — muitas vezes agravado pela deglutição — sensação de corpo estranho ou ardência na garganta, rouquidão, tosse seca e, em alguns casos, febre leve, linfadenopatia cervical e edema das amígdalas.

O tratamento deve ser orientado pela causa subjacente. Na maioria dos casos — cerca de 70–90% — a faringite é de origem viral, sendo, portanto, autolimitada. Nessas situações, recomenda-se manejo sintomático: repouso vocal, hidratação adequada, analgésicos como paracetamol ou ibuprofeno para controle da dor e febre, e gargarismos com solução salina morna. Antibióticos não são indicados e seu uso indevido contribui para o desenvolvimento de resistência microbiana.

Quando há suspeita clínica de faringite estreptocócica (causada por *Streptococcus pyogenes*), devem ser considerados critérios como febre ≥38 °C, ausência de tosse, linfonodos cervicais aumentados e exsudato amigdaliano. Nesses casos, a confirmação diagnóstica deve ser feita por teste rápido de antígeno ou cultura faríngea. Se confirmada, o tratamento padrão é a penicilina V por via oral durante 10 dias; alternativas incluem amoxicilina ou cefalexina para pacientes alérgicos à penicilina (exceto em reações anafiláticas graves). A eritromicina pode ser usada em casos específicos de intolerância a betalactâmicos, mas sua eficácia é inferior e o perfil de efeitos adversos é menos favorável.

É fundamental ressaltar que o diagnóstico clínico isolado não é suficiente para justificar antibioticoterapia. A prescrição empírica sem confirmação laboratorial aumenta riscos sem benefício clínico comprovado. Pacientes com sinais de gravidade — como dificuldade respiratória, abscesso periamigdaliano, desidratação ou febre persistente por mais de três dias — devem ser avaliados imediatamente por um médico especialista em otorrinolaringologia ou infectologia.

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