Em 28 de março de 2026, o Hotel Ruifeng, em Pequim, sediou a Conferência Anual da Aliança Chinesa de Distribuidores Farmacêuticos, organizada pela plataforma Xidinghui. Com o tema central “Unir Forças para Romper Barreiras: Inovação por Categorias — Novos Caminhos de Crescimento para Distribuidores de Medicamentos Isentos de Prescrição (OTC) e do Terceiro Segmento”, o evento reuniu executivos de indústrias farmacêuticas, distribuidores especializados, redes varejistas e profissionais de saúde, com o objetivo de identificar oportunidades estratégicas em um cenário de transformação acelerada do varejo farmacêutico.
O Dr. Li Shengta, Diretor-Geral da Guangdong Jundao Fanglüe Brand Operation Co., Ltd. e reconhecido especialista em estratégia de crescimento e marketing farmacêutico, foi convidado como palestrante principal. Em sua apresentação intitulada “Da Venda de Medicamentos à Gestão da Saúde: A Reestruturação Lógica do Crescimento das Farmácias por meio de Produtos Não Farmacêuticos”, ele apresentou uma abordagem prática, baseada em evidências e prontamente aplicável, que já demonstrou impacto mensurável em centenas de estabelecimentos. Ao final da sessão, foi formalmente nomeado Diretor do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento da Aliança Autônoma de Distribuidores Farmacêuticos da China — cargo que consolida seu papel como referência técnica no impulso à maturidade profissional do setor.
A conferência destacou três pilares estratégicos para o futuro do varejo farmacêutico: inovação por categorias, diversificação não farmacêutica e transformação digital. Nesse contexto, o Dr. Li sublinhou que as políticas públicas chinesas têm orientado cada vez mais as farmácias a se transformarem em “estações de serviços de saúde”, com funções preventivas, educativas e de acompanhamento contínuo. Dados do Centro de Informações sobre Saúde e Mercado Farmacêutico (CIMS) confirmam essa tendência: farmácias cuja participação de produtos não farmacêuticos ultrapassa 30% apresentam, em média, faturamento por unidade e margem bruta superiores em até 45% comparadas ao restante do setor. Contudo, alertou o especialista, esse potencial ainda é limitado por desafios estruturais — como ausência de planejamento categorial coerente, escassez de capacitação técnica da equipe e desconexão entre oferta e necessidades reais dos consumidores.
Para superar esses obstáculos, o Dr. Li propôs uma tríade conceitual fundamentada em três eixos: profissionalismo, cênica e experiência. Segundo ele, os medicamentos continuam sendo o pilar da credibilidade clínica da farmácia — é por meio de orientação farmacêutica qualificada que se constrói confiança. Já os produtos não farmacêuticos devem ampliar esse valor agregado, oferecendo soluções integradas para condições crônicas, envelhecimento saudável, saúde feminina, bem-estar dermatológico e outras demandas emergentes. A sinergia entre ambas as categorias não é operacional, mas terapêutica: um creme cicatrizante recomendado após orientação sobre tratamento tópico de acne, por exemplo, representa uma intervenção coesa e centrada no paciente.
No plano operacional, o especialista detalhou metodologias validadas em campo. Na seleção de produtos, introduziu o “Radar de Quatro Dimensões”, que prioriza itens segundo critérios de frequência de uso, margem de contribuição, adequação a cenários específicos (como autocuidado domiciliar ou prevenção em idosos) e capacidade de resolver problemas de saúde comprovadamente prevalentes. Destacou oito segmentos-chave de crescimento — entre eles saúde da mulher, cuidados geriátricos, nutrição clínica e saúde mental — e defendeu a construção de matrizes de produtos com quatro perfis complementares: itens de alta rotatividade para atrair fluxo, produtos de alta margem para sustentar a rentabilidade, soluções experienciáveis (como kits de testes rápidos ou dispositivos de monitoramento caseiro) e ofertas integradas por condição (ex.: pacotes para controle glicêmico ou hipertensão).
Na esfera de marketing, propôs a migração de um modelo transacional para um modelo relacional, estruturado em torno de três pilares: comunidades segmentadas por perfil clínico ou demográfico, transmissões ao vivo com farmacêuticos especializados e gestão estratégica de bases de dados em ambiente privado (CRM farmacêutico). Já na arquitetura física e funcional da farmácia, sugeriu a criação de cinco “microcenários” temáticos — como o “Kit Familiar de Primeiros Socorros”, o “Espaço de Saúde Estética e Dermatológica” e o “Centro de Consulta para Cicatrizes, Feridas e Acne” — além da implementação de farmácias amigáveis ao idoso, com sinalização adaptada, mobiliário ergonômico e protocolos de atendimento personalizados. Trata-se, segundo Li, de transformar cada ponto de contato em uma oportunidade de educação em saúde e engajamento contínuo.
Sua apresentação integrou ainda dois modelos analíticos desenvolvidos por sua equipe: o “Triângulo de Ouro da Rentabilidade Não Farmacêutica”, que articula seleção de categoria, formação de preço e experiência do usuário; e o modelo “1+N de Lucratividade em Ambiente Multicanal”, que vincula a oferta farmacêutica principal (1) a múltiplas camadas complementares de valor (N), desde conteúdo educativo até serviços de telemonitoramento. Os casos práticos compartilhados — incluindo aumento de 62% na receita não farmacêutica em uma rede de 120 unidades em seis meses — geraram forte ressonância entre os participantes, muitos dos quais registraram sistematicamente as recomendações para implantação imediata.
O momento culminante da conferência foi a cerimônia oficial de nomeação do Dr. Li Shengta como Diretor do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento da Aliança Autônoma de Distribuidores Farmacêuticos. A investidura foi conduzida pelo Sr. Cheng Jizhong, consultor estratégico do Grupo Harbin Pharmaceutical, diante de uma plateia entusiasmada. A decisão reflete não apenas o reconhecimento de sua autoridade técnica consolidada ao longo de duas décadas no setor, mas também o compromisso institucional da Aliança em fortalecer a base científica e operacional das práticas comerciais dos distribuidores.
Como Diretor do Instituto, o Dr. Li assumirá a liderança de projetos de pesquisa aplicada, desenvolvimento de protocolos de boas práticas e capacitação contínua voltados especificamente para o ecossistema de distribuição farmacêutica. Seu foco será apoiar os distribuidores na transição de intermediários logísticos para parceiros estratégicos de saúde pública — capazes de orientar redes varejistas na implementação de modelos de negócio sustentáveis, éticos e centrados no cuidado integral. A jornada rumo à “gestão da saúde” nas farmácias já não é uma possibilidade futura: é uma exigência clínica, regulatória e econômica que exige liderança técnica, visão sistêmica e execução impecável — e, nesse novo capítulo da indústria farmacêutica chinesa, o Dr. Li Shengta está agora formalmente encarregado de traçar o caminho.