O que é a gripe A?
A gripe A, também conhecida como influenza A, é uma infecção respiratória aguda causada pelo vírus influenza A — um patógeno altamente contagioso que afeta o trato respiratório superior e inferior. Di
A gripe A, também conhecida como influenza A, é uma infecção respiratória aguda causada pelo vírus influenza A — um patógeno altamente contagioso que afeta o trato respiratório superior e inferior. Diferentemente da gripe sazonal comum, causada predominantemente por cepas do vírus influenza B ou por subtipos menos virulentos de A, a gripe A inclui variantes capazes de provocar surtos globais e pandemias, como as causadas pelos subtipos H1N1, H3N2, H5N1 e H7N9.
O vírus influenza A sofre mutações constantes por deriva antigênica (mudanças graduais nas proteínas de superfície hemaglutinina e neuraminidase) e, ocasionalmente, por troca antigênica (reassortimento genético entre cepas humanas e animais), o que pode gerar novos subtipos com potencial pandêmico. Essa plasticidade genética explica sua capacidade de escapar da imunidade prévia e justifica a necessidade anual de atualização das vacinas contra a gripe.
Os sintomas típicos incluem febre alta súbita, calafrios intensos, mialgias generalizadas, cefaleia pulsátil, fadiga profunda, tosse seca e dor de garganta. Em casos graves — especialmente em idosos, crianças pequenas, gestantes e pacientes com comorbidades como doenças cardiorrespiratórias crônicas, diabetes ou imunossupressão — pode evoluir para pneumonia viral ou bacteriana secundária, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) e falência multissistêmica.
O diagnóstico é confirmado por métodos laboratoriais, como RT-PCR em secreções nasofaríngeas, que permite identificar rapidamente o subtipo viral. O tratamento é principalmente suportivo, mas antivirais como oseltamivir ou baloxavir, quando iniciados nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas, reduzem significativamente a duração da doença e o risco de complicações graves.
A prevenção baseia-se na vacinação anual — recomendada universalmente para toda a população acima de seis meses de idade — além de medidas não farmacológicas: higiene frequente das mãos, uso de máscara em ambientes fechados durante períodos de alta circulação viral, cobertura adequada ao espirrar ou tossir e isolamento domiciliar enquanto persistirem sintomas febris.