Como tratar a alopecia androgenética
O alojamento androgênico, também conhecido como calvície androgênica, é a forma mais comum de perda capilar em homens e mulheres, caracterizada por um padrão progressivo de rarefação dos fios, geralme
O alojamento androgênico, também conhecido como calvície androgênica, é a forma mais comum de perda capilar em homens e mulheres, caracterizada por um padrão progressivo de rarefação dos fios, geralmente iniciado na região frontal ou no vértice do couro cabeludo. Sua causa principal está relacionada à sensibilidade genética dos folículos pilosos à di-hidrotestosterona (DHT), um metabólito ativo da testosterona que encurta o ciclo de crescimento capilar e promove miniaturização progressiva dos fios.
O tratamento deve ser personalizado, baseado na gravidade, idade, sexo, expectativas do paciente e contraindicações individuais. As opções com evidência científica robusta incluem o finasterida e o dutasterida — inibidores da 5-alfa-redutase que reduzem os níveis de DHT no couro cabeludo —, além da minoxidil tópica, que estimula a vasodilatação local e prolonga a fase anágena do ciclo capilar. Em mulheres, o uso de antiandrogênicos orais, como espironolactona ou ciproterona acetato, pode ser considerado sob rigorosa supervisão médica, especialmente em casos associados a hiperandrogenismo.
Procedimentos complementares, como terapia a laser de baixa intensidade (LLLT) e transplante capilar, têm papel adjuvante em pacientes selecionados. A terapia com plasma rico em plaquetas (PRP) mostra resultados promissores em estudos preliminares, embora ainda exija maior padronização e evidência de longo prazo. É fundamental ressaltar que nenhum tratamento reverte completamente a miniaturização avançada dos folículos: a eficácia é máxima quando iniciada precocemente, antes da atrofia irreversível das unidades foliculares.
O acompanhamento contínuo com dermatologista especializado em tricologia é essencial para avaliar resposta terapêutica, ajustar condutas e identificar possíveis causas secundárias de queda capilar — como distúrbios tireoidianos, deficiências nutricionais ou doenças autoimunes — que exigem abordagem específica. A educação do paciente sobre a natureza crônica da condição e a necessidade de adesão prolongada ao tratamento constitui parte indispensável do manejo clínico.