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Como tratar a pigmentação escura nas gengivas

May 29, 2026 26 views
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A pigmentação escura nas gengivas é uma condição relativamente comum e, na maioria dos casos, benigna. Pode manifestar-se como manchas acastanhadas, acinzentadas ou quase pretas, localizadas em áreas

A pigmentação escura nas gengivas é uma condição relativamente comum e, na maioria dos casos, benigna. Pode manifestar-se como manchas acastanhadas, acinzentadas ou quase pretas, localizadas em áreas isoladas ou difusas da mucosa gengival. A causa mais frequente é a melanose fisiológica — um aumento fisiológico da produção de melanina pelos melanócitos gengivais, especialmente em indivíduos com fototipos cutâneos mais escuros (Fitzpatrick IV a VI). Essa hiperpigmentação é assintomática, estável ao longo do tempo e não representa risco para a saúde bucal.

Contudo, outras causas devem ser consideradas no diagnóstico diferencial. Entre elas estão: exposição crônica ao tabaco (especialmente em fumantes de cachimbo ou charutos), uso prolongado de medicamentos como antimaláricos (ex.: hidroxicloroquina), minociclina ou quimioterápicos; depósitos exógenos de metais pesados (como amálgama ou bismuto); e, mais raramente, condições patológicas como melanoma oral, melanose associada à síndrome de Peutz-Jeghers ou à doença de Addison. É fundamental que qualquer alteração nova, assimétrica, com bordas irregulares, crescimento rápido ou sangramento espontâneo seja avaliada por um cirurgião-dentista ou especialista em patologia bucal.

O tratamento não é indicado quando a pigmentação é fisiológica e o paciente não apresenta queixas estéticas. Caso haja desejo estético, as opções incluem técnicas de clareamento gengival, como abrasão com jato de alumina, laser de diodo ou Er:YAG, ou microabrasão com ácido cítrico e bicarbonato de sódio. Em situações selecionadas, pode-se optar por enxerto de tecido conjuntivo subepitelial para substituir a área pigmentada por tecido não melanótico. Todas essas intervenções exigem avaliação prévia detalhada, planejamento individualizado e acompanhamento pós-procedimental para monitorar recorrência ou complicações.

Recomenda-se consulta odontológica regular para avaliação clínica das gengivas, especialmente se houver mudanças na cor, textura ou contorno da mucosa. A prevenção primária envolve evitar fatores modificáveis — como tabagismo e uso indevido de medicamentos potencialmente pigmentantes — e manter uma rotina rigorosa de higiene bucal. O diagnóstico precoce e a abordagem multidisciplinar garantem segurança, eficácia terapêutica e preservação da função periodontal.

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