Cinco contraindicações importantes ao consumir chá de raiz de alcaçuz
O alcaçuz, planta medicinal com uso secular na medicina tradicional chinesa e ocidental, é frequentemente consumido em infusão devido às suas propriedades anti-inflamatórias, expectorantes e protetora
O alcaçuz, planta medicinal com uso secular na medicina tradicional chinesa e ocidental, é frequentemente consumido em infusão devido às suas propriedades anti-inflamatórias, expectorantes e protetoras da mucosa gástrica. No entanto, seu principal componente ativo — a glicirrizina — pode causar efeitos adversos significativos em determinadas condições clínicas. A seguir, destacamos cinco contraindicações fundamentais para o consumo de chá de alcaçuz, baseadas em evidências clínicas e recomendações de especialistas em fitoterapia e medicina interna.
Primeiro, pacientes com hipertensão arterial devem evitar rigorosamente o alcaçuz. A glicirrizina inibe a enzima 11β-hidroxidesidrogenase tipo 2, levando ao acúmulo excessivo de cortisol nos rins e consequente retenção de sódio e água, o que eleva a pressão arterial e pode desencadear ou agravar crises hipertensivas.
Segundo, indivíduos com insuficiência cardíaca ou edema periférico não devem utilizar essa planta. O efeito mineralocorticoide da glicirrizina promove sobrecarga volêmica, aumentando o trabalho cardíaco e potencializando a congestão venosa e a dispneia.
Terceiro, o alcaçuz é contraindicado em casos de hipocalemia ou distúrbios eletrolíticos pré-existentes. A sua ação semelhante à da aldosterona estimula a excreção renal de potássio, podendo desencadear arritmias cardíacas graves, especialmente em pacientes em uso de diuréticos de alça ou tiazídicos.
Quarto, mulheres grávidas e lactantes devem abster-se do consumo, pois há evidências limitadas quanto à segurança fetal e neonatal; além disso, estudos experimentais sugerem potencial efeito estrogênico fraco e modulação da atividade hormonal, o que justifica precaução nesses períodos fisiológicos sensíveis.
Quinto, pacientes com doenças hepáticas crônicas — como cirrose ou hepatite ativa — devem evitar o alcaçuz, uma vez que a glicirrizina pode interferir no metabolismo hepático e exacerbar a retenção de amônia, contribuindo para o risco de encefalopatia hepática. Em todos os casos, a automedicação com alcaçuz deve ser precedida de avaliação médica individualizada, especialmente em idosos e portadores de comorbidades cardiovasculares ou renais.