Quais são as causas da espasmo das artérias vertebral e basilar?
A espasmo das artérias vertebrobasilar — ou seja, a constrição anormal e transitória dos vasos que compõem o sistema vertebrobasilar (artérias vertebrais e artéria basilar) — pode ter múltiplas causas, muitas delas relacionadas a alterações vasculares, metabólicas ou neurológicas. Entre as causas mais frequentes estão: hipertensão arterial não controlada, que promove disfunção endotelial e hiperreatividade vascular; enxaqueca com aura, especialmente em jovens adultos, na qual o espasmo pode fazer parte do fenômeno neurovascular subjacente; uso de substâncias vasoconstritoras, como tabaco, cocaína ou certos medicamentos (ex.: triptanos em doses excessivas ou associados a outros vasoconstritores); distúrbios do metabolismo do cálcio e magnésio, que interferem na regulação do tônus vascular liso; síndrome de Raynaud secundária ou outras vasospasticidades sistêmicas; e condições inflamatórias ou autoimunes, como vasculites (por exemplo, arterite de células gigantes ou vasculite do sistema nervoso central). Também devem ser consideradas causas mecânicas, como compressão extrínseca por osteófitos cervicais ou estenose vertebral, bem como alterações hemodinâmicas agudas, como hipotensão ortostática grave ou desidratação severa. É fundamental investigar adequadamente cada caso com neuroimagem (ressonância magnética com angiografia), avaliação doppler transcraniana e, quando indicado, estudos laboratoriais complementares, pois o espasmo vertebrobasilar pode predispor a eventos isquêmicos transitórios ou infartos cerebelares ou do tronco encefálico.