Quem está mais suscetível à periodontite crônica?
A periodontite crônica é uma doença inflamatória progressiva que afeta os tecidos de suporte dos dentes — incluindo a gengiva, o ligamento periodontal e o osso alveolar — e representa a forma mais com
A periodontite crônica é uma doença inflamatória progressiva que afeta os tecidos de suporte dos dentes — incluindo a gengiva, o ligamento periodontal e o osso alveolar — e representa a forma mais comum de doença periodontal em adultos. Embora possa ocorrer em qualquer idade, sua prevalência aumenta significativamente com a idade, sendo particularmente frequente em indivíduos acima dos 35 anos.
Indivíduos com diabetes mellitus, especialmente quando mal controlado, apresentam risco elevado para o desenvolvimento e agravamento da periodontite crônica, devido à disfunção imunológica, alterações na microcirculação e maior suscetibilidade a infecções bacterianas.
Fumantes constituem outro grupo de alto risco: o tabagismo compromete a resposta imune local, reduz a irrigação sanguínea gengival e interfere na cicatrização tecidual, contribuindo tanto para a instalação quanto para a progressão mais rápida da doença.
Pacientes com histórico familiar de doenças periodontais também apresentam predisposição genética aumentada, particularmente aqueles portadores de variantes polimórficas nos genes relacionados à resposta inflamatória — como o gene do fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) ou interleucina-1 (IL-1).
Além disso, condições sistêmicas como obesidade, síndrome metabólica, osteoporose e certas doenças hematológicas (ex.: leucemias) estão associadas a maior incidência e severidade da periodontite crônica, muitas vezes por meio de mecanismos compartilhados de inflamação crônica sistêmica e disbiose microbiana.
É fundamental ressaltar que a presença de fatores de risco não implica inevitabilidade da doença, mas reforça a necessidade de vigilância clínica periódica, avaliação periodontal detalhada e estratégias personalizadas de prevenção — incluindo controle rigoroso de placa bacteriana, cessação tabágica e otimização do controle glicêmico em pacientes diabéticos.