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O que é a reabsorção radicular?

May 28, 2026 23 views
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O que é a reabsorção radicular? A reabsorção radicular é um processo patológico no qual o tecido ósseo e/ou o cemento que recobrem a raiz do dente são degradados por células especializadas chamadas os

O que é a reabsorção radicular? A reabsorção radicular é um processo patológico no qual o tecido ósseo e/ou o cemento que recobrem a raiz do dente são degradados por células especializadas chamadas osteoclastos ou cementoclastos. Diferentemente da reabsorção fisiológica — que ocorre naturalmente durante a exfoliação dos dentes decíduos —, a reabsorção radicular patológica afeta dentes permanentes e pode levar à perda progressiva da estrutura radicular, comprometendo a estabilidade dentária e, em casos avançados, resultando na mobilidade ou na perda do dente.

Essa condição pode ser assintomática nas fases iniciais, sendo frequentemente detectada apenas por meio de exames radiográficos, como radiografias periapicais ou tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). Os tipos mais comuns incluem a reabsorção externa inflamatória — associada a traumas, infecções periapicais ou tratamentos endodônticos inadequados — e a reabsorção interna — originada dentro do canal radicular, muitas vezes relacionada a processos inflamatórios crônicos ou estímulos irritativos não identificados.

Fatores de risco reconhecidos incluem traumatismos dentários, ortodontia mal planejada ou excessivamente agressiva, infecções pulpares persistentes, cistos periapicais, tumores odontogênicos benignos e, em raros casos, distúrbios sistêmicos como hipoparatireoidismo ou doenças granulomatosas. O diagnóstico precoce é essencial, pois as opções terapêuticas variam conforme a extensão e localização da lesão: desde monitoramento clínico-radiográfico periódico até intervenções cirúrgicas, como curetagem radicular, reparação com materiais biocompatíveis ou, em situações extremas, extração dentária.

A prevenção envolve avaliação cuidadosa antes de procedimentos mecânicos (como movimentação ortodôntica), controle rigoroso de infecções pulpares e periapicais, além de acompanhamento radiográfico regular em pacientes com histórico de trauma ou alterações periodontais. A colaboração entre clínico-geral, endodontista e radiologista oral é fundamental para um manejo eficaz e individualizado dessa condição potencialmente debilitante.

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