Quais são os sintomas da hepatite icterícia?
A hepatite icterícia é uma forma de inflamação hepática caracterizada pela elevação significativa dos níveis séricos de bilirrubina, resultando em icterícia clínica evidente — ou seja, coloração amare
A hepatite icterícia é uma forma de inflamação hepática caracterizada pela elevação significativa dos níveis séricos de bilirrubina, resultando em icterícia clínica evidente — ou seja, coloração amarelada da pele, das mucosas e da esclera ocular. Essa manifestação ocorre quando o fígado, comprometido por infecção viral (como hepatites A, B, C, D ou E), toxicidade medicamentosa, distúrbios autoimunes ou outras causas, perde parcialmente sua capacidade de processar e excretar a bilirrubina conjugada e não conjugada.
Além da icterícia, os pacientes frequentemente apresentam astenia intensa, anorexia progressiva, náuseas recorrentes e, em muitos casos, vômitos. Dor abdominal tipo desconforto ou sensação de peso no quadrante superior direito também é comum, refletindo o aumento do volume hepático e a distensão da cápsula de Glisson. Alterações nas fezes — como descoloração (acolia) — e urina escura (colúria) são sinais laboratoriais importantes, decorrentes da interrupção do fluxo biliar e do acúmulo de urobilinogênio na urina.
Em quadros mais avançados, podem surgir sinais de disfunção hepática mais grave: prurido generalizado (associado ao depósito de sais biliares na pele), alterações cognitivas leves (encefalopatia hepática inicial), hemorragias espontâneas ou facilidade de equimoses (devido à diminuição da síntese de fatores de coagulação) e, raramente, ascite ou edema periférico. O diagnóstico requer avaliação clínica detalhada, exames bioquímicos (transaminases ALT/AST, fosfatase alcalina, GGT, bilirrubinas total e fracionada), sorologias virais e, quando indicado, imagem por ultrassonografia abdominal ou elastografia hepática.
A abordagem terapêutica depende da etiologia subjacente: suporte clínico rigoroso para hepatites virais agudas, suspensão imediata de agentes hepatotóxicos, tratamento imunossupressor em formas autoimunes e, em casos selecionados, avaliação para transplante hepático. A evolução é geralmente favorável na maioria das hepatites agudas, mas a vigilância contínua é essencial para identificar complicações precoces, como insuficiência hepática fulminante ou progressão para fibrose crônica.