Como corrigir o nariz em “crista de camelo”?
O rinoforplastia é o procedimento cirúrgico indicado para a correção do nariz em “cambaio” — uma condição caracterizada por uma proeminência óssea e/ou cartilaginosa no dorso nasal, que confere ao per
O rinoforplastia é o procedimento cirúrgico indicado para a correção do nariz em “cambaio” — uma condição caracterizada por uma proeminência óssea e/ou cartilaginosa no dorso nasal, que confere ao perfil facial um aspecto convexo semelhante ao de uma corcova. Essa alteração pode ter origem genética, resultar de trauma nasal prévio ou surgir como consequência de processos inflamatórios crônicos ou alterações degenerativas.
A avaliação pré-operatória é essencial e deve incluir exame físico detalhado da estrutura nasal, análise da função respiratória e avaliação estética do perfil facial em múltiplos planos. Exames complementares, como tomografia computadorizada de seios paranasais com reconstrução tridimensional, são frequentemente solicitados para mapear com precisão a anatomia óssea e cartilaginosa, identificando eventuais desvios do septo ou hipertrofias turbinárias associadas.
O tratamento cirúrgico envolve a redução controlada da proeminência dorsal, geralmente por meio de osteotomias laterais e limagem ou remoção seletiva do excesso ósseo e cartilaginoso. Em muitos casos, é necessário o reforço estrutural com enxertos autólogos — especialmente de septo, orelha ou costela — para manter a integridade funcional e estética do dorso nasal após a remodelação. A técnica aberta ou fechada é escolhida conforme a complexidade do caso e as necessidades individuais do paciente.
É fundamental ressaltar que a rinoplastia para correção de nariz em cambaio não visa apenas à melhora estética: a intervenção também busca restaurar a patência das vias aéreas superiores, corrigir desvios septais e prevenir complicações respiratórias crônicas. O pós-operatório requer acompanhamento rigoroso, com controle de edema, prevenção de hematomas e orientação quanto à proteção mecânica da região operada nas primeiras semanas.
A decisão pela cirurgia deve ser tomada de forma compartilhada entre paciente e cirurgião plástico especializado em rinoplastia, após discussão minuciosa dos objetivos realistas, riscos potenciais — como assimetrias residuais, alterações na sensibilidade nasal ou necessidade de reintervenção — e expectativas funcionais e estéticas alinhadas com a anatomia individual.