Faz um mês que não tenho a menstruação.
É compreensível sentir preocupação quando ocorre um atraso menstrual de um mês. A ausência de menstruação por 30 dias ou mais — conhecida como amenorreia secundária, quando há histórico prévio de ciclos menstruais regulares — pode ter diversas causas, algumas fisiológicas e outras patológicas. As mais comuns incluem gravidez (a primeira hipótese a ser investigada), estresse físico ou emocional intenso, alterações significativas de peso (perda ou ganho excessivo), exercício físico excessivo, síndrome das ovárias policísticas (SOP), distúrbios da tireoide (hipotireoidismo ou hipertireoidismo), hiperprolactinemia e transtornos do eixo hipotálamo-hipófise-ovário.
É fundamental realizar uma avaliação médica adequada: início com teste de gravidez urinário ou sérico (β-hCG), seguido de exame ginecológico, avaliação dos níveis hormonais (como FSH, LH, prolactina, TSH, estradiol e testosterona total/livre) e, se indicado, ultrassonografia pélvica. Em mulheres sexualmente ativas, mesmo com uso de contraceptivos, a gravidez não deve ser descartada precipitadamente. Outros sinais associados — como galactorreia, cefaleia, visão turva, acne, hirsutismo ou intolerância ao frio — ajudam a direcionar o diagnóstico.
Não é recomendável adiar a consulta com ginecologista ou endocrinologista, especialmente se o atraso persistir por mais de dois ciclos, se houver dor pélvica, sangramento anormal ou sintomas sistêmicos. O tratamento dependerá da causa identificada e pode envolver ajustes no estilo de vida, terapia hormonal, medicação específica (ex.: dopaminérgicos para hiperprolactinemia) ou acompanhamento especializado. Lembre-se: a regularidade menstrual é um importante marcador de saúde reprodutiva e metabólica global.