O que fazer quando um dente quebra ou perde um pedaço?
Quando um dente sofre uma fratura que resulta na perda de um ângulo ou borda — comum após traumas leves, mordidas acidentais em alimentos duros ou desgaste progressivo — a abordagem clínica depende de
Quando um dente sofre uma fratura que resulta na perda de um ângulo ou borda — comum após traumas leves, mordidas acidentais em alimentos duros ou desgaste progressivo — a abordagem clínica depende de vários fatores: extensão da lesão, envolvimento da polpa dentária, localização do dente e necessidades estéticas e funcionais do paciente.
Em casos leves, onde apenas o esmalte foi afetado — sem dor espontânea, sensibilidade intensa ou exposição da dentina — é possível realizar uma restauração direta com resina composta. Esse procedimento, realizado em uma única sessão, recupera a forma anatômica, a função mastigatória e a harmonia estética com mínima remoção de tecido saudável.
Se a fratura atingir a dentina, mesmo sem envolver a polpa, a sensibilidade ao frio, calor ou pressão torna-se frequente. Nessa situação, recomenda-se uma restauração mais conservadora com proteção pulpar (como cimento de hidróxido de cálcio ou revestimento com resina adesiva) seguida de restauração em resina composta. Em dentes anteriores com perda significativa de estrutura, pode ser indicada uma lâmina de porcelana (facet) para garantir resistência mecânica e resultado estético previsível.
Quando há exposição pulpar — caracterizada por dor pulsátil, espontânea ou prolongada após estímulo — é imprescindível avaliação endodôntica imediata. A terapia de condensação reversível ou irreversível dependerá da vitalidade do tecido pulpar e do tempo decorrido desde o trauma. Após o tratamento endodôntico, a reabilitação geralmente envolve uma restauração intrarradicular associada a uma coroa parcial ou total, conforme a integridade estrutural remanescente.
É fundamental que todo paciente com fratura dentária busque avaliação odontológica em até 24–48 horas. O diagnóstico precoce permite intervenções menos invasivas, reduz riscos de infecção, preserva a vitalidade pulpar e melhora significativamente o prognóstico funcional e estético a longo prazo.