Raquitismo é causado pela deficiência de qual nutriente?
O raquitismo é uma doença óssea metabólica que ocorre predominantemente na infância e resulta de uma deficiência crônica de vitamina D, embora possa também estar associado à insuficiência de cálcio ou
O raquitismo é uma doença óssea metabólica que ocorre predominantemente na infância e resulta de uma deficiência crônica de vitamina D, embora possa também estar associado à insuficiência de cálcio ou fósforo. A vitamina D desempenha um papel essencial na regulação da absorção intestinal de cálcio e fósforo, bem como na mineralização adequada da matriz óssea em crescimento. Quando seus níveis estão persistentemente baixos, ocorre hipocalcemia e hipofosfatemia, levando à falha na ossificação do tecido cartilaginoso nas placas de crescimento — fenômeno conhecido como má mineralização óssea.
Embora a deficiência nutricional de vitamina D seja a causa mais comum — frequentemente relacionada à exposição inadequada à luz solar (principal fonte endógena de colecalciferol) ou à ingestão insuficiente por dieta — outras causas devem ser consideradas, como distúrbios genéticos (ex.: raquitismo hipofosfatêmico ligado ao cromossomo X), doenças renais crônicas que comprometem a ativação da vitamina D (conversão de calcidiol em calcitriol), ou síndromes de má absorção intestinal.
Clinicamente, o raquitismo manifesta-se com deformidades esqueléticas progressivas, como pernas arqueadas (genu varum), alargamento das epífises dos ossos longos (notadamente nos punhos e joelhos), cranio-tabes (amolecimento do crânio), dentição tardia e aumento do risco de fraturas patológicas. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica, exames laboratoriais (níveis séricos reduzidos de 25-hidroxivitamina D, cálcio, fósforo e elevação da fosfatase alcalina) e, quando necessário, na radiografia de membros inferiores para identificar alterações típicas nas zonas de crescimento.
O tratamento envolve suplementação específica de vitamina D (geralmente colecalciferol ou ergocalciferol), correção concomitante de déficits de cálcio e fósforo, além de abordagem das causas subjacentes. Em casos raros de formas hereditárias ou resistente à vitamina D, pode ser necessária terapia com análogos ativos, como calcitriol, sob rigorosa supervisão médica.