Olhos vermelhos: quais são as causas mais comuns das manchas ou veias avermelhadas na esclera?
A vermelhidão na esclera — a parte branca do olho — é um sintoma comum que pode ter diversas causas, desde condições leves e autolimitadas até quadros mais graves que exigem avaliação oftalmológica im
A vermelhidão na esclera — a parte branca do olho — é um sintoma comum que pode ter diversas causas, desde condições leves e autolimitadas até quadros mais graves que exigem avaliação oftalmológica imediata. A presença de vasos sanguíneos dilatados ou rompidos na superfície ocular manifesta-se como “fios vermelhos” visíveis, resultantes de alterações na microcirculação conjuntival ou escleral.
As causas mais frequentes incluem irritação mecânica ou ambiental, como exposição a poeira, fumaça, ar seco ou ar-condicionado prolongado; uso excessivo de telas, que reduz a frequência de piscamento e favorece a síndrome do olho seco; alergias oculares, caracterizadas por prurido intenso, lacrimejamento e edema palpebral associado; e infecções bacterianas ou virais da conjuntiva, como a conjuntivite aguda, muitas vezes acompanhada de secreção purulenta ou aquosa e sensação de corpo estranho.
Outras possibilidades clínicas relevantes envolvem episódios de hipertensão arterial não controlada, que podem provocar hemorragia subconjuntival espontânea — geralmente unilateral, indolor e com aparência de mancha vermelha homogênea; trauma ocular leve, mesmo sem perceber; ou uso crônico de anticoagulantes ou antiplaquetários. Em casos raros, a vermelhidão persistente pode estar associada a doenças inflamatórias sistêmicas, como esclerite ou epiesclerite, que exigem diagnóstico diferencial cuidadoso devido ao risco de comprometimento estrutural do globo ocular.
É fundamental procurar atendimento oftalmológico diante de sinais de alarme: dor ocular intensa, perda visual súbita ou progressiva, fotofobia acentuada, visão turva ou halos coloridos, secreção purulenta abundante ou vermelhidão associada a febre e mal-estar generalizado. O diagnóstico preciso depende de anamnese detalhada, exame biomicroscópico com lâmpada de fenda e, quando indicado, exames complementares como tonometria ou imagem por coerência óptica.