Quais são as causas da dor acima do tórax?
A dor localizada na região superior do tórax — ou seja, acima do esterno e entre os ombros — pode ter múltiplas causas, variando desde condições musculoesqueléticas benignas até quadros cardíacos, pul
A dor localizada na região superior do tórax — ou seja, acima do esterno e entre os ombros — pode ter múltiplas causas, variando desde condições musculoesqueléticas benignas até quadros cardíacos, pulmonares ou gastrointestinais potencialmente graves. É fundamental não ignorar essa sintomatologia, especialmente se for intensa, persistente, irradiada para braço esquerdo, mandíbula ou dorso, ou associada a sudorese fria, dispneia, náuseas ou tontura, pois esses sinais podem indicar síndrome coronariana aguda.
Entre as causas mais comuns estão distúrbios musculoesqueléticos, como a mialgia intercostal, tendinopatias da articulação esternoclavicular ou síndrome da primeira costela. Essas condições geralmente produzem dor bem localizada, exacerbada por movimentos torácicos, palpação ou posturas prolongadas. Também são frequentes as manifestações de refluxo gastroesofágico (RGE), em que a dor retroesternal pode ser confundida com angina, embora tipicamente ocorra após as refeições, ao deitar ou associada a azia e regurgitação.
Doenças respiratórias, como pleurite, pneumonia ou embolia pulmonar, também devem ser consideradas: a dor pleurítica é habitualmente aguda, piora com a inspiração profunda e pode vir acompanhada de tosse ou febre; já a embolia pulmonar exige suspeita imediata em pacientes com fatores de risco (imobilização prolongada, neoplasia ativa, trombofilia) e apresenta quadro de dispneia súbita, taquipneia e, ocasionalmente, hemoptise.
Outras possibilidades incluem distúrbios da parede torácica (herpes-zóster pré-eruptivo), alterações da coluna cervical alta (radiculopatia C3–C4), ou, mais raramente, patologias mediastinais, como tumores ou mediastinite. A avaliação clínica detalhada — com anamnese dirigida, exame físico minucioso e, quando indicado, exames complementares (ECG, radiografia de tórax, dosagem de troponina, endoscopia digestiva ou tomografia computadorizada) — é essencial para orientar o diagnóstico diferencial e garantir intervenção adequada e oportuna.