Quais são os sintomas da fase de AIDS?
A fase de AIDS, ou síndrome da imunodeficiência adquirida, representa o estágio mais avançado da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), caracterizada por uma grave deterioração do siste
A fase de AIDS, ou síndrome da imunodeficiência adquirida, representa o estágio mais avançado da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), caracterizada por uma grave deterioração do sistema imunológico. Nessa etapa, a contagem de linfócitos T CD4+ geralmente cai abaixo de 200 células/mm³ — valor que define clinicamente o diagnóstico de AIDS — e o organismo torna-se extremamente vulnerável a infecções oportunistas e neoplasias raras.
Os sintomas clínicos são variáveis, mas frequentemente incluem febre persistente ou recorrente, sudorese noturna intensa, perda ponderal involuntária superior a 10% do peso corporal, fadiga crônica progressiva e linfadenopatia generalizada. Manifestações respiratórias como tosse seca prolongada, dispneia e infecções pulmonares recorrentes — especialmente pneumonia por *Pneumocystis jirovecii* — são comuns. Também ocorrem complicações gastrointestinais, como diarreia crônica refratária, má absorção e candidíase esofágica, que pode causar disfagia e odinofagia.
Alterações neurológicas podem surgir em até 40% dos pacientes com AIDS avançada, incluindo demência HIV associada, neuropatia periférica sensitiva e toxoplasmose cerebral, com quadros de cefaleia, confusão mental, déficits motores focais ou convulsões. Além disso, há aumento significativo do risco de neoplasias definidoras de AIDS, como sarcoma de Kaposi, linfoma não-Hodgkin primário do sistema nervoso central e carcinoma invasivo do colo uterino.
É fundamental reforçar que o diagnóstico precoce da infecção pelo HIV e o início imediato da terapia antirretroviral combinada (TARV) impedem a progressão para a fase de AIDS. Pacientes em tratamento contínuo e com supressão viral sustentada mantêm contagem de CD4 estável e apresentam risco extremamente reduzido de desenvolver complicações avançadas. A vigilância clínica periódica, com monitoramento laboratorial regular (contagem de CD4 e carga viral), permanece essencial para garantir a eficácia terapêutica e a qualidade de vida a longo prazo.