Quais são os tipos de aborto induzido?
A interrupção da gravidez, também conhecida como aborto induzido, pode ser realizada por diferentes métodos, escolhidos com base na duração gestacional, condições clínicas da paciente, disponibilidade
A interrupção da gravidez, também conhecida como aborto induzido, pode ser realizada por diferentes métodos, escolhidos com base na duração gestacional, condições clínicas da paciente, disponibilidade de recursos e orientação médica especializada. Os principais tipos são o procedimento cirúrgico e o método medicamentoso — ambos seguros e eficazes quando aplicados nas condições adequadas e sob supervisão profissional qualificada.
O aborto cirúrgico inclui técnicas como a aspiração manual intrauterina (AMIU) e a aspiração a vácuo elétrica (AVE). A AMIU é frequentemente utilizada até a 10ª semana de gestação e envolve a remoção do tecido gestacional por meio de um dispositivo portátil de sucção, realizado geralmente em ambiente ambulatorial, sem necessidade de anestesia geral. Já a AVE é indicada até aproximadamente a 14ª semana e utiliza equipamento elétrico para aspiração controlada, podendo ser realizada com sedação leve ou anestesia local, conforme avaliação individualizada.
O aborto medicamentoso consiste na administração combinada de dois fármacos: mifepristona e misoprostol. A mifepristona bloqueia a ação da progesterona, hormônio essencial para a manutenção da gestação; já o misoprostol provoca contrações uterinas que levam à expulsão do produto da concepção. Esse protocolo é aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelas principais sociedades médicas brasileiras para uso até a 10ª semana gestacional, com taxa de sucesso superior a 95% quando seguido rigorosamente conforme orientação médica.
É fundamental ressaltar que qualquer forma de interrupção da gravidez deve ocorrer dentro de um contexto de cuidado integral, com avaliação prévia por profissional habilitado, acompanhamento pós-procedimento e acesso a orientação contraceptiva adequada. A escolha do método não deve ser feita isoladamente, mas sim em conjunto com a equipe de saúde, considerando aspectos clínicos, psicológicos e sociais da paciente.