A cervical artrose pode ser tratada com travesseiros altos?
O uso de travesseiros altos em pacientes com espondilose cervical (hiperostose óssea da coluna cervical) não é recomendado e pode agravar os sintomas. A espondilose cervical é uma condição degenerativ
O uso de travesseiros altos em pacientes com espondilose cervical (hiperostose óssea da coluna cervical) não é recomendado e pode agravar os sintomas. A espondilose cervical é uma condição degenerativa caracterizada pelo crescimento anormal de osteófitos — saliências ósseas que se formam nas vértebras cervicais, geralmente como resposta ao desgaste crônico das articulações e discos intervertebrais.
Travesseiros excessivamente altos alteram significativamente a curvatura fisiológica da coluna cervical durante o sono, forçando a flexão anterior prolongada do pescoço. Essa postura inadequada aumenta a pressão sobre as estruturas cervicais, incluindo os discos, ligamentos e raízes nervosas, podendo intensificar dor local, rigidez matinal, parestesias nos membros superiores ou até mesmo comprometer a irrigação vertebral em casos mais avançados.
A orientação clínica atual preconiza o uso de travesseiros de altura moderada — geralmente entre 8 e 12 cm — que mantenham a coluna cervical alinhada com a coluna torácica no decúbito dorsal, ou seja, na posição neutra. Em decúbito lateral, o travesseiro deve preencher adequadamente o espaço entre o ombro e a cabeça, evitando rotação ou inclinação excessiva da cervical.
Pacientes com diagnóstico confirmado de espondilose cervical devem ser avaliados individualmente por fisioterapeutas especializados em coluna ou por médicos ortopedistas. A escolha do suporte cervical noturno deve considerar não apenas a altura, mas também a firmeza, o material e a conformação anatômica, sempre priorizando a manutenção da lordose cervical fisiológica e a redução da sobrecarga mecânica.