Como é feito o ultrassom de tórax
O exame de ultrassonografia torácica, também conhecido como ecotomografia ou ecografia de tórax, é um método de imagem não invasivo, seguro e sem radiação que utiliza ondas sonoras de alta frequência
O exame de ultrassonografia torácica, também conhecido como ecotomografia ou ecografia de tórax, é um método de imagem não invasivo, seguro e sem radiação que utiliza ondas sonoras de alta frequência para avaliar estruturas do tórax, especialmente o parênquima pulmonar, a pleura, os derrames pleurais, nódulos periféricos e complicações pós-operatórias ou infecciosas.
Antes do exame, não é necessário jejum nem preparo específico. O paciente permanece em decúbito dorsal ou lateral, conforme orientação do médico radiologista ou pneumologista, e pode ser solicitado que realize manobras respiratórias — como inspiração profunda ou apneia momentânea — para otimizar a visualização dos campos pulmonares. Um gel acoplador é aplicado sobre a pele da região torácica, garantindo a transmissão eficiente das ondas ultrassônicas.
O procedimento é realizado com transdutor linear ou convexo de alta frequência (geralmente entre 7–12 MHz), posicionado em janelas acústicas específicas: intercostais, paravertebrais ou subxifoidianas. O exame é dinâmico, permitindo avaliação em tempo real da mobilidade pleural, deslizamento pulmonar, sinais de consolidação, áreas de atelectasia, linhas B (indicativas de edema intersticial) e presença de líquido livre ou septado na cavidade pleural.
A ultrassonografia torácica tem ganhado destaque na prática clínica por sua alta sensibilidade para detecção de derrames pleurais — superando a radiografia de tórax em casos de pequenos volumes — e por seu papel fundamental na orientação de procedimentos guiados, como toracocentese e biópsia pleuropulmonar, aumentando significativamente a segurança e a precisão diagnóstica.
Embora não substitua a tomografia computadorizada torácica em avaliações extensas ou de estruturas mediastinais profundas, a ecografia torácica é uma ferramenta essencial na abordagem inicial de pacientes com dispneia aguda, insuficiência respiratória, trauma torácico ou suspeita de patologia pleuropulmonar, especialmente em ambientes de terapia intensiva, pronto-socorro e consultórios especializados.