É seguro fazer ventosaterapia durante a menstruação?
A prática da ventosaterapia (ou cupping) é uma técnica tradicional frequentemente utilizada em contextos de medicina tradicional chinesa para aliviar dores musculoesqueléticas, melhorar a circulação s
A prática da ventosaterapia (ou cupping) é uma técnica tradicional frequentemente utilizada em contextos de medicina tradicional chinesa para aliviar dores musculoesqueléticas, melhorar a circulação sanguínea e promover o equilíbrio energético. No entanto, durante o período menstrual, sua aplicação requer avaliação cuidadosa.
Embora não exista contraindicação absoluta para a ventosaterapia no período menstrual, recomenda-se evitar sua realização nas regiões lombar e abdominal — especialmente sobre os pontos localizados ao longo do meridiano do Rim e do Baço — devido ao risco potencial de intensificar o fluxo menstrual ou desregular ainda mais o ciclo. A ventosaterapia pode estimular a microcirculação e promover vasodilatação local, o que, em mulheres com sangramento abundante ou com histórico de menorragia, pode exacerbar a perda sanguínea.
Além disso, muitas pacientes relatam maior sensibilidade à dor e fadiga física durante a menstruação, o que pode tornar a experiência da ventosaterapia menos tolerável. Em casos de cólicas intensas, anemia ferropriva ou distúrbios hemorrágicos conhecidos, a indicação deve ser feita com extrema cautela e sempre sob orientação de profissional qualificado, preferencialmente com formação em medicina integrativa ou acupuntura.
Se o objetivo for aliviar sintomas pré-menstruais ou dismenorreia leve, alternativas mais seguras incluem técnicas suaves de acupuntura, calor local aplicado na região lombar ou abdomem inferior, e fitoterapia com evidência clínica — como extrato de vitex agnus-castus ou óleo de prímula — desde que prescritas por médico especializado.
Em resumo, a ventosaterapia não está proibida durante a menstruação, mas sua aplicação deve ser individualizada, considerando o padrão clínico da paciente, a intensidade do sangramento, a presença de comorbidades e o objetivo terapêutico. A decisão deve sempre envolver avaliação prévia por profissional habilitado e consentimento informado da paciente.