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A pílula do dia seguinte é segura durante a amamentação?

Apr 14, 2026 25 views
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As mulheres que amamentam frequentemente se questionam sobre a segurança do uso de anticoncepcionais de emergência durante o período lactacional. A resposta é sim: a maioria dos métodos de contracepçã

As mulheres que amamentam frequentemente se questionam sobre a segurança do uso de anticoncepcionais de emergência durante o período lactacional. A resposta é sim: a maioria dos métodos de contracepção de emergência pode ser utilizada com segurança por mães que amamentam, desde que respeitadas as recomendações específicas para cada fármaco.

O levonorgestrel — o princípio ativo mais comum nos anticoncepcionais de emergência disponíveis no Brasil — apresenta baixa excreção no leite materno. Estudos demonstram que menos de 0,1% da dose administrada à mãe é transferida para o leite, e essa quantidade é considerada clínica e toxicologicamente insignificante para o lactente. Portanto, não há necessidade de interromper a amamentação após sua administração.

Já o acetato de ulipristal, outro agente utilizado em alguns países (embora ainda não registrado pela ANVISA para uso no Brasil), requer maior cautela. Embora os dados sobre sua excreção no leite sejam limitados, recomenda-se suspender a amamentação por pelo menos 36 horas após a ingestão, seguida de descarte do leite produzido nesse intervalo. Essa orientação baseia-se na meia-vida prolongada do fármaco e na ausência de evidências robustas sobre sua segurança neonatal.

É fundamental destacar que nenhum método de contracepção de emergência protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), nem deve ser usado como método contraceptivo regular. Sua indicação é estritamente pontual, após falha contraceptiva ou relação sexual desprotegida. Após seu uso, recomenda-se a avaliação com profissional de saúde para orientação sobre métodos contraceptivos contínuos e adequados ao puerpério, como DIU de cobre, progestógenos isolados ou métodos não hormonais.

Mulheres em aleitamento materno devem sempre consultar um médico ou enfermeiro especializado em saúde reprodutiva antes de utilizar qualquer anticoncepcional de emergência, especialmente se houver comorbidades, uso concomitante de outros medicamentos ou histórico de alterações hepáticas — fatores que podem influenciar a escolha e a segurança do tratamento.

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