Estimulação elétrica neuromuscular da deglutição
Reabilitação
aproximadamente CNY 180-400
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Descrição
Tratamento médico que utiliza estímulos elétricos para reabilitar os músculos envolvidos na deglutição, especialmente em pacientes com disfagia neurológica ou pós-AVC.
Principais Usos
A eletroestimulação para deglutição é utilizada principalmente como tratamento complementar na reabilitação da disfagia neurogênica, especialmente em pacientes com comprometimento da fase oral e faríngea da deglutição. Indicações principais incluem: recuperação pós-AVC isquêmico ou hemorrágico, disfagia pós-traumática cranioencefálica, disfagia em doenças neurodegenerativas (ex.: doença de Parkinson, esclerose múltipla), disfagia pós-cirurgia de cabeça e pescoço (ex.: laringectomia parcial), e disfagia idiopática em idosos. Deve sempre ser aplicada sob supervisão de fonoaudiólogo especializado, integrada a estratégias comportamentais, posturais e exercícios miofuncionais.
Faixa Normal
A eletroestimulação para deglutição não é um exame diagnóstico com valores quantitativos ou faixas normais de referência (como exames laboratoriais ou de imagem). Trata-se de uma técnica terapêutica neuromoduladora que utiliza correntes elétricas de baixa intensidade (geralmente entre 10–30 mA, frequência de 30–80 Hz, largura de pulso de 200–700 µs) aplicadas transcutaneamente sobre os músculos da região submandibular e cervical (ex.: músculo milo-hioideu, genio-hioideu, esternocleidomastoideo), com duração típica de 20–30 minutos por sessão, realizada 3–5 vezes por semana durante 4–8 semanas. Não há 'valores normais' mensuráveis — a eficácia é avaliada clinicamente por meio de escalas funcionais (ex.: Protocolo de Deglutição de Toronto, Vídeoendoscopia da Deglutição – VED, Videofluoroscopia – VFSS) e parâmetros objetivos como tempo de deglutição, presença de aspiração, segurança e eficiência da deglutição.
Valores Baixos - Possíveis Causas
Baixa resposta terapêutica à eletroestimulação pode ocorrer devido a: 1) Lesão neuromuscular irreversível (ex.: atrofia muscular avançada pós-acidente vascular cerebral ou esclerose lateral amiotrófica); 2) Estimulação inadequada (intensidade subterapêutica, posicionamento incorreto dos eletrodos ou ausência de contração muscular visível); 3) Falta de adesão ao protocolo combinado (ausência de exercícios orofaciais associados ou terapia comportamental); 4) Comorbidades não controladas (ex.: desnutrição grave, infecções respiratórias recorrentes, demência avançada); 5) Diagnóstico incorreto ou etiologia não neuromuscular predominante (ex.: obstrução mecânica por tumor ou estenose esofágica).
Valores Altos - Possíveis Causas
Respostas excessivas ou adversas à eletroestimulação são raras, mas podem incluir: 1) Aplicação com intensidade muito elevada, causando contrações musculares dolorosas ou espasmódicas; 2) Estimulação em áreas com alterações cutâneas (ex.: feridas abertas, dermatites ativas ou implantes metálicos próximos); 3) Hipersensibilidade individual ou distúrbios do sistema nervoso autônomo (ex.: crises vasovagais induzidas pela estimulação); 4) Condições pré-existentes como epilepsia não controlada ou marcapasso cardíaco não compatível com dispositivos de eletroestimulação; 5) Uso concomitante de medicamentos que reduzem o limiar convulsivo ou potencializam a excitabilidade neuromuscular.
aproximadamente CNY 180-400
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