Quais são os sintomas da hidrossalpinge?
A presença de líquido livre na cavidade pélvica — conhecida como derrame pélvico ou líquido pélvico — pode ser assintomática, especialmente quando em pequenas quantidades e detectada incidentalmente em exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal. No entanto, quando o acúmulo é significativo ou associado a uma condição subjacente, podem surgir sintomas variáveis, dependendo da causa e da extensão do derrame.
Entre os sinais e sintomas mais comuns estão: dor pélvica ou abdominal inferior, que pode ser contínua ou intermitente, unilateral ou bilateral; sensação de peso ou pressão na região pélvica; distensão abdominal leve; dispareunia (dor durante a relação sexual); alterações menstruais, como sangramento intermenstrual ou menorragia; e, em casos mais avançados ou associados a infecções, febre, calafrios, secreção vaginal anormal ou disúria (dor ao urinar).
É fundamental ressaltar que o líquido pélvico não é uma doença em si, mas um achado radiológico ou clínico que reflete uma condição subjacente. As causas possíveis incluem: endometriose, salpingite ou outras infecções pélvicas (como a doença inflamatória pélvica), cistos ovarianos rompidos, gravidez ectópica, tumores ovarianos benignos ou malignos, cirrose hepática com ascite, insuficiência cardíaca congestiva, ou até complicações pós-cirúrgicas. A avaliação diagnóstica deve sempre integrar história clínica detalhada, exame físico ginecológico, exames laboratoriais (como dosagem de CA-125, beta-hCG, hemograma e marcadores inflamatórios) e exames de imagem complementares.
Qualquer mulher com sintomas persistentes ou com achado de líquido pélvico em exames deve procurar orientação médica especializada — preferencialmente com ginecologista — para investigação adequada e manejo personalizado, evitando riscos de subdiagnóstico ou tratamento inadequado.