O que fazer quando a tosse é causada por faringite fúngica?
Na faringite fúngica, a tosse é um sintoma comum, resultante da inflamação e irritação da mucosa faríngea causadas pela infecção por fungos — mais frequentemente pelo Candida albicans. Diferentemente das infecções virais ou bacterianas, essa condição exige abordagem específica, pois antibióticos convencionais não são eficazes e podem até agravar o quadro ao desequilibrar a microbiota local.
O tratamento deve ser iniciado com antifúngicos tópicos, como nistatina em suspensão bucal ou cetoconazol em forma de enxaguatório, aplicados por via oral por 7 a 14 dias, conforme orientação médica. Em casos mais graves, persistentes ou em pacientes imunossuprimidos, pode ser necessário antifúngico sistêmico, como fluconazol por via oral. É fundamental identificar e corrigir fatores predisponentes: uso prolongado de corticoides inalatórios (sem enxágue bucal adequado), diabetes mal controlado, uso recente de antibióticos de amplo espectro, ou alterações na imunidade celular.
Além do tratamento medicamentoso, recomenda-se medidas coadjuvantes: higiene bucal rigorosa, enxágue bucal com água morna após o uso de corticoides inalatórios, evitação de alimentos ricos em açúcar e carboidratos refinados (que favorecem o crescimento fúngico), e hidratação adequada para manter a mucosa hidratada e reduzir a irritação. A tosse costuma melhorar progressivamente dentro de 3 a 5 dias após o início do tratamento antifúngico adequado; persistência além desse período exige reavaliação clínica para descartar resistência, reinfeção ou diagnóstico alternativo.