Quais são as causas do amarelamento dos cabelos?
A amarelecimento do cabelo pode ter diversas causas, que variam desde fatores fisiológicos e genéticos até condições patológicas e influências ambientais ou comportamentais. Em crianças pequenas, o clareamento natural dos fios durante o primeiro ano de vida é comum e frequentemente relacionado à maturação da melanogênese — processo responsável pela produção de melanina pelos melanócitos foliculares. Já em adultos, o amarelecimento pode indicar alterações nutricionais, como deficiência de cobre, zinco ou proteínas, ou distúrbios metabólicos, como síndrome de Menkes (doença genética ligada ao cromossomo X que compromete a absorção e transporte do cobre) ou síndrome de kwashiorkor (desnutrição proteica grave). Outras causas incluem doenças hepáticas crônicas (por exemplo, cirrose ou colestase), que podem levar ao acúmulo de pigmentos biliares na pele e nos anexos cutâneos, incluindo o cabelo; doenças renais avançadas, com acúmulo de toxinas urêmicas; e certos quadros dermatológicos inflamatórios do couro cabeludo, como psoríase ou dermatite seborreica grave, que afetam a queratinização e a pigmentação folicular. Além disso, fatores externos — como exposição frequente ao cloro em piscinas, uso excessivo de produtos químicos (tinturas, alisamentos), poluição ambiental ou radiação ultravioleta — também contribuem para a oxidação da melanina e desbotamento dos fios. É fundamental avaliar o contexto clínico completo: idade do paciente, tempo de evolução, presença de outros sinais sistêmicos (fadiga, perda de peso, icterícia, edema) ou alterações cutâneas associadas. A investigação diagnóstica deve ser personalizada e pode incluir exames laboratoriais (hemograma completo, perfil hepático e renal, níveis séricos de cobre, zinco e proteínas totais), além de avaliação dermatológica especializada quando necessário.