Quais são os métodos de tratamento interno para o melasma?
A melasma é uma condição dermatológica caracterizada por manchas pigmentares marrons ou acastanhadas, geralmente simétricas, localizadas nas regiões expostas ao sol — sobretudo face, pescoço e dorso das mãos. Embora o tratamento tópico (como hidroquinona, retinoides, ácido azelaico e corticosteroides) e procedimentos físicos (como peelings químicos e laser) sejam fundamentais, a abordagem sistêmica — ou “regulação interna”, como referida na medicina tradicional chinesa — desempenha um papel complementar importante, especialmente em casos refratários ou associados a fatores sistêmicos.
Do ponto de vista da medicina baseada em evidências, estratégias sistêmicas com respaldo científico incluem: suplementação de antioxidantes (como vitamina C, vitamina E e polifenóis), que ajudam a modular o estresse oxidativo envolvido na hiperpigmentação; uso de tranexâmico via oral em doses controladas (250–500 mg duas vezes ao dia), comprovadamente eficaz em reduzir a produção de melanina por inibição da ativação do plasminogênio nos queratinócitos; e controle rigoroso de fatores desencadeantes, como exposição solar inadequada, uso de anticoncepcionais hormonais sem avaliação individualizada, distúrbios tireoidianos e alterações hormonais associadas à gravidez ou menopausa.
É fundamental ressaltar que qualquer intervenção sistêmica deve ser prescrita e monitorada por dermatologista ou médico especializado, considerando contraindicações (ex.: histórico de trombofilia para ácido tranexâmico), interações medicamentosas e necessidade de exames complementares. A abordagem integrada — combinando fotoproteção diária rigorosa (FPS ≥ 50, com proteção ampla contra UVA/UVB e luz visível), terapia tópica personalizada e, quando indicado, tratamento sistêmico — oferece os melhores resultados sustentáveis no manejo do melasma.