Como é feita a lipoescultura do queixo?
A realização de procedimentos de redução de gordura no queixo (também chamado de "papada" ou região submentonal) deve ser sempre conduzida por um médico especialista em dermatologia, medicina estética ou cirurgia plástica, após avaliação clínica detalhada. Não existe um procedimento chamado genericamente “dissolução da gordura do queixo” com injeções não regulamentadas ou substâncias caseiras — isso é perigoso e não tem respaldo científico.
As opções seguras e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluem: a aplicação injetável de desoxicolato de sódio (substância ativa comercializada sob nome fantasia como Kybella® no exterior e aprovada no Brasil para uso específico na região submentonal), que age promovendo a lise seletiva dos adipócitos; e procedimentos físicos como criolipólise, ultrassom focalizado de alta intensidade (HIFU), radiofrequência fracionada ou laser transcutâneo — todos com evidências moderadas de eficácia e segurança quando realizados por profissionais qualificados.
É fundamental diferenciar o excesso de tecido adiposo verdadeiro da flacidez cutânea ou do aumento do volume muscular (como no músculo milo-hióideo), pois cada causa exige abordagem distinta. Em casos de flacidez acentuada ou excesso de pele, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica, como a cervicoplastia ou lipoaspiração associada à plicatura muscular.
Antes de qualquer tratamento, recomenda-se avaliação com exame físico, análise da qualidade da pele, testes de mobilidade tecidual e, eventualmente, ultrassonografia de alta resolução para caracterizar a espessura da camada adiposa e a integridade dos planos musculares. Contraindicações absolutas incluem gravidez, lactação, infecções ativas na região, distúrbios de coagulação não controlados e doenças autoimunes ativas.
O acompanhamento pós-procedimento é essencial: podem ocorrer edema, equimoses, dor leve e formigamento transitórios, geralmente resolvidos em 1–3 semanas. Resultados definitivos exigem, na maioria dos casos, de 2 a 4 sessões com intervalos de 4–6 semanas — e devem ser avaliados após pelo menos 12 semanas da última sessão, considerando a remodelação tecidual natural.