O prolapso uterino de grau II pode ser revertido?
A prolapsos uterino de grau II é uma condição em que o útero desce até o nível da abertura vaginal, podendo ser visualizado ou palpado na entrada da vagina, mas sem protrusão para fora do corpo. Embora não ocorra uma “recuperação espontânea” completa — ou seja, o útero não retorna sozinho à sua posição anatômica normal — é possível obter uma melhora significativa dos sintomas e uma estabilização funcional com abordagens conservadoras e, quando indicado, com tratamento cirúrgico.
O manejo depende de diversos fatores, como idade, desejo reprodutivo, intensidade dos sintomas (por exemplo, sensação de peso pélvico, desconforto durante a relação sexual, distúrbios urinários ou intestinais), estado do tecido conjuntivo e presença de comorbidades. As opções incluem: exercícios específicos de fortalecimento do assoalho pélvico (como os exercícios de Kegel), realizados sob orientação de fisioterapeuta especializado em uroginecologia; uso de pessário vaginal — dispositivo removível que oferece suporte mecânico ao útero e às estruturas vizinhas; e, em casos selecionados, correção cirúrgica, que pode ser feita por via vaginal ou laparoscópica, com ou sem uso de malha, conforme avaliação individualizada.
É fundamental que a paciente seja avaliada por um ginecologista com experiência em patologia do assoalho pélvico, pois o diagnóstico preciso e o plano terapêutico personalizado são essenciais para preservar a qualidade de vida, prevenir progressão para graus mais avançados (como o grau III ou IV) e evitar complicações secundárias, como úlceras cervicais ou infecções recorrentes.