Qual é o melhor método para eliminar as olheiras?
A remoção das bolsas periorbitárias — aquelas protuberâncias indesejadas abaixo dos olhos, frequentemente associadas ao envelhecimento, à genética ou à retenção hídrica — é um procedimento estético ca
A remoção das bolsas periorbitárias — aquelas protuberâncias indesejadas abaixo dos olhos, frequentemente associadas ao envelhecimento, à genética ou à retenção hídrica — é um procedimento estético cada vez mais solicitado. No entanto, não existe uma única abordagem ideal para todos os pacientes: a escolha da técnica mais eficaz depende de fatores individuais, como a causa predominante (gordura protrusa, flacidez cutânea, depressão infraorbital ou combinação desses elementos), o tipo de pele, a idade e as expectativas realistas do paciente.
Entre as opções com respaldo científico, a blefaroplastia transconjuntival se destaca no tratamento de bolsas causadas principalmente por protrusão de tecido adiposo em pacientes jovens ou de meia-idade com boa tonicidade cutânea. Realizada por via interna (sem incisões externas), permite a redistribuição ou remoção seletiva da gordura orbital sem deixar cicatrizes visíveis. Já nos casos com excesso significativo de pele ou músculo orbicular laxo — comum em pacientes mais idosos — a blefaroplastia transcutânea, com incisão na prega palpebral inferior, oferece correção mais abrangente, incluindo ressecção de pele e reforço muscular.
Técnicas minimamente invasivas, como injeções de ácido hialurônico para camuflar depressões associadas ou tratamentos com radiofrequência fracionada ou laser não ablativo, podem trazer melhorias modestas e temporárias, mas não substituem a cirurgia quando há verdadeira protrusão gordurosa ou ptose tecidual. É fundamental ressaltar que intervenções caseiras, cremes ou dispositivos domésticos carecem de evidência clínica robusta e não alteram a anatomia subjacente.
O sucesso do tratamento exige avaliação personalizada por oftalmologista especializado em cirurgia plástica orbitária ou por cirurgião plástico com experiência comprovada nessa região anatomicamente delicada. Complicações como assimetria, retração palpebral, olho seco ou alterações na função lacrimal são raras, mas possíveis — reforçando a importância de uma indicação criteriosa e de uma técnica realizada por profissional qualificado.