O que fazer diante de uma verruga vulgar?
As verrugas vulgares são lesões cutâneas benignas causadas pela infecção localizada com certos subtipos do papilomavírus humano (HPV), principalmente os tipos 2 e 4. Manifestam-se como elevações ásper
As verrugas vulgares são lesões cutâneas benignas causadas pela infecção localizada com certos subtipos do papilomavírus humano (HPV), principalmente os tipos 2 e 4. Manifestam-se como elevações ásperas, bem delimitadas, de coloração esbranquiçada, amarelada ou marrom-acinzentada, frequentemente com pequenos pontos escuros — correspondentes a capilares trombosados — visíveis na superfície. Acometem com maior frequência as mãos, dedos, unhas e áreas de trauma mecânico repetido, sendo particularmente comuns em crianças e adolescentes.
O manejo clínico depende da localização, tamanho, número de lesões e do grau de desconforto ou impacto estético relatado pelo paciente. Em muitos casos, especialmente em indivíduos imunocompetentes, ocorre resolução espontânea dentro de meses a alguns anos, o que justifica, em situações assintomáticas e isoladas, uma conduta expectante com acompanhamento clínico periódico.
Quando indicado o tratamento, as opções mais utilizadas incluem a crioterapia com nitrogênio líquido — aplicada em sessões quinzenais ou mensais —, a queratólise tópica com ácido salicílico a 15–40%, e, em casos refratários ou recorrentes, procedimentos como eletrocauterização, curetagem ou laser de CO₂. É fundamental orientar o paciente sobre medidas de prevenção secundária: evitar traumatismo local, não morder ou roer as lesões, manter a pele hidratada sem maceração e não compartilhar objetos pessoais como toalhas ou calçados.
Em pacientes com múltiplas verrugas, recorrências persistentes ou lesões em regiões atípicas (como face ou genitália), deve-se investigar possíveis fatores de imunossupressão subjacentes. O diagnóstico diferencial inclui ceratoses seborreicas, melanócitos atípicos e, raramente, carcinomas basocelulares — reforçando a importância da avaliação dermatológica especializada sempre que houver dúvida diagnóstica ou alteração súbita no padrão morfológico da lesão.