Quais são os métodos de contracepção de emergência após a relação sexual?
Após uma relação sexual sem proteção ou em caso de falha contraceptiva — como rompimento do preservativo, esquecimento de comprimidos anticoncepcionais ou expulsão do DIU — é possível recorrer a métod
Após uma relação sexual sem proteção ou em caso de falha contraceptiva — como rompimento do preservativo, esquecimento de comprimidos anticoncepcionais ou expulsão do DIU — é possível recorrer a métodos de contracepção de emergência. Esses métodos não substituem a contracepção regular, mas são estratégias importantes para reduzir o risco de gravidez indesejada quando há exposição ao risco no período fértil.
O principal método disponível é a pílula de emergência, que pode ser à base de levonorgestrel (1,5 mg em dose única) ou de acetato de ulipristal (30 mg em dose única). O levonorgestrel é mais eficaz se administrado nas primeiras 24 horas após a relação, com eficácia que diminui progressivamente até as 72 horas; já o acetato de ulipristal mantém eficácia significativa até 120 horas (5 dias) após a exposição, sendo a opção preferencial quando o intervalo for superior a 72 horas ou em mulheres com maior índice de massa corporal (IMC ≥ 25 kg/m²), pois seu desempenho não é afetado pela obesidade da mesma forma que o levonorgestrel.
Outra alternativa altamente eficaz — e a mais eficaz de todas — é a inserção de um dispositivo intrauterino de cobre (DIU de cobre) até cinco dias após a relação sexual. Esse método atua impedindo a fecundação e, possivelmente, a implantação do óvulo fecundado. Sua taxa de falha é inferior a 0,1%, tornando-o cerca de 10 vezes mais eficaz do que as pílulas de emergência. Além disso, o DIU pode ser mantido como método contraceptivo contínuo por até 10 anos, conforme o modelo utilizado.
É fundamental ressaltar que nenhum desses métodos oferece proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), nem interrompe uma gravidez já estabelecida. A contracepção de emergência também não deve ser usada de forma repetitiva: seu uso frequente indica necessidade de avaliação e orientação sobre métodos contraceptivos regulares e adequados ao perfil clínico e reprodutivo da paciente. A consulta com profissional de saúde é recomendada para escolha segura, personalizada e oportuna do método mais indicado.