Hérnia de disco L5/S1: quais são as opções de tratamento?
O prolapso do disco intervertebral entre a quinta vértebra lombar (L5) e o primeiro segmento sacral (S1) é uma das alterações degenerativas mais comuns da coluna lombar. Essa região suporta grande car
O prolapso do disco intervertebral entre a quinta vértebra lombar (L5) e o primeiro segmento sacral (S1) é uma das alterações degenerativas mais comuns da coluna lombar. Essa região suporta grande carga mecânica e está particularmente suscetível ao desgaste, tornando-se um local frequente de hérnia discal — condição em que o núcleo pulposo se desloca para fora do anel fibroso, podendo comprimir raízes nervosas adjacentes.
A abordagem terapêutica deve ser individualizada e baseada na gravidade dos sintomas, na presença ou ausência de déficits neurológicos (como fraqueza muscular, perda de sensibilidade ou alterações no reflexo patelar ou aquileu) e na resposta inicial ao tratamento conservador. Na maioria dos casos — especialmente quando não há sinais de comprometimento neurológico grave, como síndrome da cauda equina ou paralisia progressiva — inicia-se com manejo não cirúrgico.
O tratamento conservador inclui repouso relativo (sem imobilização prolongada), uso criterioso de analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), fisioterapia direcionada com exercícios de estabilização lombopélvica e alongamento neural, além de educação postural e orientação sobre ergonomia. Em situações selecionadas, pode-se indicar infiltração epidural com corticosteroide sob controle radiológico, com objetivo de reduzir a inflamação perineural e aliviar a dor radicular.
A cirurgia é reservada para pacientes com dor incapacitante refratária após 12 semanas de tratamento clínico adequado, ou com evidência objetiva de déficit motor progressivo, perda de função vesical/intestinal ou síndrome da cauda equina — quadro neurocirúrgico de emergência. As opções cirúrgicas incluem discectomia microcirúrgica, endoscópica ou por abordagem minimamente invasiva, sempre com preservação da integridade estrutural da coluna sempre que possível.
É fundamental ressaltar que a maioria dos pacientes com prolapso L5/S1 apresenta melhora espontânea ou com tratamento conservador em até três meses. A prognóstico depende fortemente da adesão ao programa de reabilitação, da manutenção da atividade física regular e da prevenção de recorrências por meio de técnicas adequadas de levantamento de cargas e controle do peso corporal.