O que fazer quando um bebê de um mês tem secreções nasais?
É comum observar secreções nasais em recém-nascidos e lactentes de até um mês de vida — especialmente quando o ar está seco, frio ou poluído. Essas secreções, popularmente chamadas de “cascas de nariz
É comum observar secreções nasais em recém-nascidos e lactentes de até um mês de vida — especialmente quando o ar está seco, frio ou poluído. Essas secreções, popularmente chamadas de “cascas de nariz” ou “muco seco”, não são necessariamente sinal de infecção, mas sim resultado da imaturidade do sistema respiratório e da baixa capacidade do bebê de limpar suas próprias vias aéreas.
O nariz do recém-nascido é anatomicamente estreito, com mucosa delicada e glândulas produtoras de muco ainda em desenvolvimento. Em ambientes com umidade relativa do ar abaixo de 40%, o muco nasal tende a ressecar rapidamente, formando crostas que podem obstruir parcialmente as narinas, causando ruídos respiratórios, dificuldade para mamar ou leve irritabilidade — especialmente durante a alimentação ou o sono.
A abordagem mais segura e eficaz é a lavagem nasal fisiológica com solução salina isotônica (0,9% NaCl), aplicada por meio de gotas ou spray nasal infantil. Recomenda-se instilar uma ou duas gotas em cada narina antes das mamadas e ao acordar, seguida de aspiração suave com um aspirador nasal de bulbo de silicone — nunca com cotonetes, pinças ou dispositivos de sucção bucal, que podem lesar a mucosa ou provocar edema local.
É fundamental manter a umidade ambiental entre 50% e 60%, utilizando um umidificador de vapor frio em quartos onde o bebê passa mais tempo. Evite aparelhos que liberem calor excessivo ou que exijam limpeza inadequada, pois podem favorecer proliferação de microrganismos. Também é importante evitar exposição à fumaça de cigarro, perfumes fortes e produtos de limpeza voláteis, que irritam as vias respiratórias imaturas.
Caso o muco persista por mais de dez dias, apresente coloração amarelada ou esverdeada associada a febre, tosse persistente, diminuição do apetite ou sinais de desconforto respiratório (como tiragem intercostal ou taquipneia), deve-se procurar orientação médica imediata — pois pode indicar infecção viral ou bacteriana, como rinofaringite aguda ou sinusite neonatal, que exigem avaliação clínica detalhada.