Como recuperar-se de forma mais eficaz de uma ruptura do tendão de Aquiles
A ruptura do tendão de Aquiles é uma lesão comum, especialmente em adultos jovens e atletas que praticam esportes com movimentos explosivos, como corrida, basquete ou tênis. O diagnóstico geralmente é
A ruptura do tendão de Aquiles é uma lesão comum, especialmente em adultos jovens e atletas que praticam esportes com movimentos explosivos, como corrida, basquete ou tênis. O diagnóstico geralmente é clínico — baseado na história do trauma, no sinal do “ponto de depressão” na região posterior do tornozelo e na incapacidade de realizar a elevação unipodal do calcanhar. A confirmação pode ser complementada por ultrassonografia ou ressonância magnética, que avaliam a extensão da laceração e ajudam a orientar o tratamento.
O manejo terapêutico depende de diversos fatores: idade do paciente, nível de atividade física, comorbidades e preferência individual. As opções principais são o tratamento conservador (não cirúrgico) e a reparação cirúrgica. Em pacientes mais jovens, ativos e sem contraindicações, a cirurgia — seja por técnica aberta ou percutânea — oferece menor risco de recorrência e maior chance de retorno funcional completo. Já o tratamento conservador, com imobilização progressiva seguida de reabilitação estruturada, é indicado para idosos, sedentários ou com riscos anestésicos elevados, desde que haja adesão rigorosa ao protocolo.
A reabilitação é um pilar fundamental em ambos os cenários. Deve ser conduzida por fisioterapeuta especializado em lesões musculoesqueléticas e seguir etapas progressivas: inicialmente, proteção e controle da dor e edema; depois, restauração da amplitude de movimento articular e alongamento gradual do tendão; seguida pela reintrodução controlada da carga excêntrica — essencial para estimular a remodelação tecidual; e, por fim, treinamento proprioceptivo, de equilíbrio e retorno funcional esportivo, quando aplicável.
É crucial evitar a imobilização prolongada em posição plantarflexionada, pois favorece a encurtamento tendinoso e compromete a biomecânica do tornozelo. Da mesma forma, a retomada precoce de atividades de alto impacto sem preparação adequada aumenta significativamente o risco de reinjúria. Estudos mostram que, com reabilitação supervisionada, cerca de 80–90% dos pacientes recuperam plena função após seis a doze meses — sendo o tempo de retorno ao esporte competitivo, em média, de 6 a 9 meses.
Medidas preventivas também merecem destaque: fortalecimento excêntrico regular do tríceps sural (exercício de “descida lenta no degrau”), aquecimento adequado antes da atividade física, uso de calçados com amortecimento apropriado e correção de alterações biomecânicas — como pronação excessiva ou rigidez do complexo subtalar — por meio de órteses personalizadas, quando indicado.