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Quanto tempo leva para a segunda colheita de morangos após a primeira?

Mar 31, 2026 29 views
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A produção de morangos é caracterizada por um ciclo contínuo de floração e frutificação, especialmente em cultivares modernos de dia neutro ou remontantes, que não dependem estritamente da fotoperíodo

A produção de morangos é caracterizada por um ciclo contínuo de floração e frutificação, especialmente em cultivares modernos de dia neutro ou remontantes, que não dependem estritamente da fotoperíodo para induzir flores. Após a colheita da primeira leva — denominada “primeira safra” ou “primeira onda de frutificação” — o tempo até a emergência da segunda leva (“segunda safra”) varia conforme fatores agronômicos e ambientais, mas tipicamente ocorre entre 25 a 35 dias após o início da colheita da primeira.

Esse intervalo não corresponde a um período de repouso absoluto da planta, mas sim à duração do ciclo reprodutivo subsequente: desde a diferenciação floral nas gemas axilares até a maturação completa dos frutos. Em condições ideais — temperatura entre 15 °C e 22 °C, luminosidade adequada (≥12 horas diárias de luz), umidade relativa do ar entre 60% e 80%, e nutrição balanceada (com ênfase em potássio e boro) — a segunda leva pode surgir já a partir do 22º dia. Em ambientes mais frios ou com déficit hídrico ou nutricional, esse prazo pode se estender para até 40 dias.

É importante destacar que, diferentemente de espécies com período de dormência obrigatória, o morangueiro (Fragaria × ananassa) apresenta crescimento contínuo sob manejo adequado. A “segunda safra” não é um evento único e isolado, mas parte de uma sucessão de ondas produtivas que podem se sobrepor, especialmente em sistemas protegidos (como estufas) ou em regiões de clima ameno. Assim, o conceito de “intervalo entre safras” deve ser compreendido como uma média operacional, não como um limite biológico rígido.

Do ponto de vista fisiológico, a transição entre as levas está associada à redistribuição de fotoassimilados e à ativação de genes reguladores do desenvolvimento floral (como FaFT1 e FaSOC1), influenciados tanto por sinais endógenos quanto por estímulos ambientais. Monitorar a sanidade foliar, a presença de inflorescências em desenvolvimento e o estado nutricional do solo permite antecipar com precisão o início da segunda frutificação — informação crítica para o planejamento logístico pós-colheita e a aplicação racional de fitossanitários.

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