Fazer tratamento de canal dói?
Submeter um dente a um tratamento de canal — popularmente chamado de “matar o nervo” — é uma intervenção odontológica comum e, quando realizada por profissionais qualificados e com técnicas modernas,
Submeter um dente a um tratamento de canal — popularmente chamado de “matar o nervo” — é uma intervenção odontológica comum e, quando realizada por profissionais qualificados e com técnicas modernas, geralmente é bem tolerada pelo paciente.
O procedimento envolve a remoção do tecido pulpar (nervo, vasos sanguíneos e tecidos conjuntivos) localizado no interior da raiz dentária, quando este está inflamado ou infectado — condição conhecida como pulpites irreversíveis ou necrose pulpar. Antes do início do tratamento, aplica-se anestesia local eficaz, que bloqueia completamente a sensibilidade na região, tornando o procedimento indolor na grande maioria dos casos.
É importante ressaltar que, em situações específicas — como infecções agudas com edema intenso ou alterações no pH tecidual — pode haver dificuldade na anestesia alcançar seu efeito pleno. Nesses cenários, o dentista pode adotar estratégias complementares, como anestesia intraligamentar, anestesia intraóssea ou uso de medicações pré-operatórias para melhor controle da dor.
Após o término do tratamento de canal, é comum que o paciente experimente leve desconforto ou sensibilidade ao mastigar nas primeiras 48 a 72 horas, especialmente se houve inflamação periapical prévia. Esse quadro é transitório e costuma ser controlado com analgésicos comuns, como paracetamol ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), conforme orientação profissional.
Em resumo, o tratamento de canal não deve causar dor significativa durante sua execução, graças à anestesia adequada. Qualquer relato de dor intensa ou persistente durante ou após o procedimento exige reavaliação clínica imediata, pois pode indicar complicações como falha na anestesia, infecção residual ou necessidade de ajustes no plano terapêutico.