Mulheres em fase de amamentação podem consumir orellanas? Causam inchaço ou gases?
As mulheres em fase de amamentação frequentemente têm dúvidas sobre quais alimentos podem ou não consumir sem comprometer a saúde do bebê ou a própria. Uma dessas dúvidas comuns envolve o consumo de A
As mulheres em fase de amamentação frequentemente têm dúvidas sobre quais alimentos podem ou não consumir sem comprometer a saúde do bebê ou a própria. Uma dessas dúvidas comuns envolve o consumo de Auricularia auricula-judae, conhecido popularmente como “orelha-de-judas” ou “fungo-preto”, um cogumelo comestível tradicional na culinária asiática, rico em fibras dietéticas, ferro, polissacarídeos bioativos e antioxidantes.
Não há evidências científicas robustas que contraindiquem o consumo moderado desse fungo durante a lactação. Pelo contrário, seu perfil nutricional pode ser benéfico: o ferro não-heme presente contribui para a reposição das reservas maternas — frequentemente reduzidas após o parto — e as fibras solúveis ajudam na regulação intestinal. No entanto, é importante destacar que, devido ao seu alto teor de fibras insolúveis e à presença de certos oligossacarídeos (como os galactooligossacarídeos), o consumo excessivo ou a introdução abrupta na dieta pode provocar distensão abdominal, flatulência ou desconforto gastrointestinal em algumas mulheres.
Esses efeitos são individuais e não representam uma reação alérgica nem indicam risco para o lactente. Não há relatos na literatura médica de transmissão de componentes ativos do fungo pelo leite materno ou de impacto negativo sobre a produção ou composição do leite. Portanto, o “orelha-de-judas” pode ser incluído na dieta da mãe lactante, desde que preparado adequadamente (cozido por tempo suficiente para garantir digestibilidade) e ingerido em quantidades moderadas — idealmente associado a uma ingestão hídrica adequada e à progressiva adaptação intestinal.
Recomenda-se que mulheres com histórico de síndrome do intestino irritável, intolerância a FODMAPs ou sensibilidade gastrointestinal prévia avaliem sua tolerância individual e, se necessário, consultem um nutricionista ou médico especializado em nutrição materno-infantil antes de incorporar esse alimento regularmente à rotina alimentar.