Uma adolescente de 14 anos tomou a pílula do dia seguinte: corre risco de engravidar?
Uma adolescente de 14 anos que tomou pílula anticoncepcional de emergência (PAE) ainda pode engravidar — embora o risco seja significativamente reduzido se o medicamento for utilizado corretamente e d
Uma adolescente de 14 anos que tomou pílula anticoncepcional de emergência (PAE) ainda pode engravidar — embora o risco seja significativamente reduzido se o medicamento for utilizado corretamente e dentro do prazo recomendado. A eficácia da PAE depende de diversos fatores, incluindo o momento da administração em relação à ovulação, o tipo de contraceptivo utilizado (levonorgestrel ou acetato de ulipristal) e a presença de interações medicamentosas ou condições clínicas que possam comprometer sua absorção ou metabolismo.
A levonorgestrel, forma mais comum da PAE no Brasil, apresenta eficácia estimada entre 52% e 94%, sendo máxima quando administrada nas primeiras 24 horas após a relação sexual desprotegida — com queda progressiva após esse período, especialmente após 72 horas. Já o acetato de ulipristal, disponível sob prescrição médica, mantém eficácia superior até 120 horas após a exposição de risco, mas também não garante proteção absoluta contra a gravidez.
É fundamental ressaltar que a PAE não é indicada como método contraceptivo regular, tampouco substitui métodos de longo prazo, como DIU, implante subdérmico ou anticoncepcionais hormonais contínuos. Em adolescentes, a abordagem deve ser integral: além da avaliação imediata do risco gestacional, é essencial oferecer orientação sobre saúde sexual e reprodutiva, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), acesso a métodos contraceptivos seguros e adequados à idade, bem como suporte psicológico e social, conforme necessário.
Caso a menstruação atrasar mais de uma semana após o uso da PAE, recomenda-se realização de teste de gravidez com amostra de urina ou sangue, preferencialmente após o décimo dia do atraso, para maior confiabilidade. Em qualquer situação de dúvida, a consulta com profissional de saúde especializado em adolescência ou ginecologia é imprescindível para avaliação personalizada e acompanhamento contínuo.