Qual é o efeito do congelamento da pele?
A crioterapia cutânea, ou aplicação controlada de frio na pele, exerce diversos efeitos fisiológicos comprovados. Seu principal mecanismo é a vasoconstrição aguda, que reduz o fluxo sanguíneo local, limitando o edema e a inflamação pós-traumática. Além disso, o frio diminui a velocidade de condução nervosa, resultando em um efeito analgésico temporário — útil no alívio de dor aguda, como após entorses, contusões ou procedimentos dermatológicos. A redução da temperatura tecidual também diminui o metabolismo celular local, preservando o tecido isquêmico em situações de lesão aguda e retardando a liberação de mediadores inflamatórios, como prostaglandinas e citocinas. Em dermatologia, a crioterapia com nitrogênio líquido é empregada especificamente para destruir lesões benignas (ex.: verrugas vulgares, queratoses seborreicas) e pré-malignas (ex.: queratoses actínicas), por meio da formação de cristais de gelo intracelulares que causam necrose celular programada. É fundamental ressaltar que a aplicação deve ser rigorosamente controlada quanto ao tempo e à profundidade, pois o frio excessivo pode levar a lesões térmicas graves, como necrose dérmica, ulceração ou sequelas pigmentares.