Como tratar as miliums coloidais?
A coloide milium é uma dermatose benigna caracterizada pela formação de pequenas pápulas translúcidas, brancas ou amareladas, que contêm material coloide (proteínas degeneradas, principalmente queratina e elastina) acumulado no derme superficial. Essas lesões são comumente observadas em áreas expostas ao sol, como face, pescoço e dorso das mãos, e ocorrem com maior frequência em adultos mais velhos, embora também possam aparecer em jovens após exposição solar crônica ou após procedimentos dermatológicos como peelings químicos profundos ou laser.
O tratamento não é obrigatório, pois a condição é assintomática e não apresenta risco oncogênico. No entanto, quando há preocupação estética, as opções terapêuticas incluem: exérese cirúrgica com lâmina ou agulha fina (expressão cuidadosa após leve incisão), curetagem delicada sob visão ampliada, eletrodissecação ou fulguração com agulha fina, e, em casos selecionados, ablação com laser de CO₂ ou Er:YAG fracionado — sempre realizadas por dermatologista experiente para minimizar riscos de cicatrizes, hipopigmentação ou infecção secundária. Procedimentos caseiros, espremer ou usar produtos abrasivos são contraindicados, pois podem causar inflamação, infecção ou piora da lesão.
É fundamental reforçar medidas preventivas: fotoproteção rigorosa diária com filtro solar de amplo espectro (FPS ≥ 30), uso de chapéus e roupas protetoras, além de evitar exposição solar excessiva, especialmente nos horários de maior intensidade UV. Em alguns casos, a evolução espontânea pode ocorrer, mas as lesões tendem à persistência prolongada sem intervenção.