Um tumor ovariano é sempre câncer?
O termo "lesão ocupante de espaço no ovário" (ou "massa ovariana") não significa necessariamente câncer. Trata-se de uma designação radiológica ou clínica usada para descrever qualquer estrutura anormal detectada nos ovários — seja um cisto funcional, um tumor benigno (como um cistoadenoma seroso ou mucinoso, um teratoma maduro), uma lesão inflamatória ou, em menor proporção, um tumor maligno (como o carcinoma epitelial de ovário, o carcinoma de células germinativas ou o sarcoma ovariano).
A natureza da lesão é determinada por uma avaliação integrada que inclui: exame físico ginecológico detalhado, ultrassonografia transvaginal com análise morfológica (presença de septos, papilas, fluxo sanguíneo, conteúdo sólido ou misto), marcadores tumorais séricos (como CA-125, HE4, AFP, β-hCG e LDH, conforme o perfil clínico) e, quando indicado, ressonância magnética pélvica. Em mulheres na pós-menopausa, a presença de massa ovariana exige investigação mais rigorosa, pois o risco de malignidade é significativamente maior do que em mulheres férteis.
Não há diagnóstico definitivo de malignidade apenas com base na imagem ou no achado de uma massa — a confirmação histopatológica, obtida por meio de cirurgia (laparoscopia ou laparotomia) e análise anatomopatológica do tecido removido, permanece o padrão-ouro. Portanto, toda mulher com lesão ocupante de espaço no ovário deve ser avaliada por um ginecologista especializado em oncologia ginecológica ou em patologia ginecológica, para definição do risco individualizado e planejamento terapêutico adequado.