Grávidas podem usar repelente?
Sim, gestantes podem utilizar repelentes de insetos, desde que sejam produtos aprovados pelas autoridades sanitárias competentes — como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil — e aplicados conforme as orientações do fabricante. Os repelentes à base de DEET (N,N-dietil-meta-toluamida), icaridina (também conhecida como picaridina) e óleo de eucalipto citriodora (OLE, ou seu derivado sintético, o PMD) são considerados seguros para uso durante a gravidez, quando utilizados nas concentrações recomendadas e com frequência adequada.
É fundamental evitar repelentes caseiros não testados, extratos vegetais não padronizados ou produtos sem registro sanitário, pois sua eficácia e segurança não foram avaliadas em populações gestantes. Além disso, recomenda-se aplicar o repelente apenas sobre áreas expostas da pele, evitando mucosas, olhos, feridas abertas e regiões com pele irritada ou lesionada. Não se deve aplicar sob roupas nem em excesso — uma camada fina e uniforme é suficiente.
A gravidez representa um período de maior vulnerabilidade a certas doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika, chikungunya e malária. A infecção por vírus Zika, por exemplo, está associada ao risco de microcefalia e outras anomalias congênitas. Portanto, o uso adequado de repelentes é uma medida preventiva essencial e altamente recomendada pelas sociedades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Infectologia e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Antes de iniciar o uso regular, especialmente em casos de gestação de alto risco ou presença de condições dermatológicas pré-existentes, é prudente consultar o obstetra ou médico assistente para avaliação individualizada. Em resumo: repelentes aprovados são seguros, eficazes e fortemente indicados na gravidez — sua utilização responsável contribui diretamente para a proteção materna e fetal.