Quem não deve fazer alongamento de cílios?
Embora a aplicação de cílios postiços — conhecida popularmente como “extensão de cílios” — seja uma prática estética cada vez mais comum, ela não é indicada para todos os indivíduos. Profissionais esp
Embora a aplicação de cílios postiços — conhecida popularmente como “extensão de cílios” — seja uma prática estética cada vez mais comum, ela não é indicada para todos os indivíduos. Profissionais especializados em dermatologia e oftalmologia alertam que certas condições clínicas representam contraindicações relativas ou absolutas para o procedimento.
Pacientes com doenças inflamatórias ou infecciosas da região periocular devem evitar rigorosamente a extensão de cílios. Isso inclui blefarite ativa, conjuntivite bacteriana ou viral, ceratite, distiquíase, tricíase e blefaroceratoconjuntivite. A presença de secreções, edema palpebral, hiperemia ou prurido ocular constitui sinal inequívoco de que o procedimento deve ser adiado até a resolução completa do quadro.
Também são considerados grupos de risco: pessoas com alergia comprovada ao adesivo acrílico utilizado na fixação (geralmente à base de cianoacrilato), pacientes com hipersensibilidade ocular idiopática, portadores de síndrome das membranas mucosas (como a síndrome de Stevens-Johnson) e indivíduos em tratamento com colírios imunossupressores ou corticosteroides tópicos.
Além disso, gestantes e puérperas devem avaliar cuidadosamente os riscos, pois há escassez de dados sobre a segurança do adesivo e dos vapores liberados durante a aplicação nesses períodos fisiológicos. Pacientes com cílios naturalmente finos, frágeis ou em fase de queda acentuada (telógena ou anágena) também apresentam maior risco de tração folicular e alopecia cicatricial secundária.
A decisão de realizar ou não a extensão de cílios deve sempre ser precedida de avaliação individualizada por profissional qualificado — preferencialmente um dermatologista ou oftalmologista — que considere o histórico clínico, exame físico detalhado da margem palpebral e a integridade da película lacrimal. A segurança ocular e a saúde dos folículos pilosos devem prevalecer sobre considerações puramente estéticas.