O que você precisa saber antes de fazer uma blefaroplastia para criar pálpebras duplas
Antes de submeter-se à blefaroplastia para correção da pálpebra superior — popularmente conhecida como “cirurgia de pálpebra dupla” — é fundamental que o paciente siga orientações rigorosas para garan
Antes de submeter-se à blefaroplastia para correção da pálpebra superior — popularmente conhecida como “cirurgia de pálpebra dupla” — é fundamental que o paciente siga orientações rigorosas para garantir a segurança do procedimento e otimizar os resultados estéticos e funcionais. Essa intervenção cirúrgica, embora comum e geralmente segura, exige uma preparação cuidadosa tanto do ponto de vista clínico quanto comportamental.
O primeiro passo é uma avaliação pré-operatória detalhada com um oftalmologista ou cirurgião plástico especializado em cirurgia ocular e periorbitária. Nessa consulta, são investigadas condições como blefarite crônica, síndrome das vias lacrimais obstruídas, distrofias palpebrais, alterações na motilidade ocular ou doenças autoimunes que afetem a órbita — todas capazes de influenciar negativamente a cicatrização ou a funcionalidade pós-cirúrgica. Exames complementares, como topografia palpebral, testes de função lacrimal (ex.: teste de Schirmer) e, em casos específicos, tomografia computadorizada orbitária, podem ser solicitados para mapear a anatomia individual e identificar riscos potenciais.
É essencial que o paciente interrompa, sob orientação médica, o uso de medicamentos anticoagulantes — como ácido acetilsalicílico, clopidogrel, varfarina e anti-inflamatórios não esteroides — pelo menos 7 a 10 dias antes da cirurgia, a fim de reduzir o risco de hematomas e sangramento intraoperatorio. Suplementos fitoterápicos com efeito antitrombótico, como ginkgo biloba, alho e óleo de peixe, também devem ser suspensos no mesmo período. Pacientes com diabetes devem manter uma glicemia rigorosamente controlada nas semanas anteriores ao procedimento, pois níveis elevados prejudicam a resposta inflamatória e a reepitelização.
Recomenda-se ainda evitar o tabagismo por, no mínimo, quatro semanas antes da cirurgia: a nicotina compromete a microcirculação local e está associada a maior incidência de necrose cutânea, infecção e cicatrizes hipertróficas. O consumo excessivo de álcool deve ser suspenso 72 horas antes da operação, dada sua ação vasodilatadora e interferência na coagulação.
Na véspera da cirurgia, o paciente deve realizar uma higiene palpebral meticulosa com solução estéril e sabonete neutro, evitando cosméticos, maquiagem ou cremes na região periocular. É obrigatória a jejum oral de 6 a 8 horas, conforme orientação anestésica. Por fim, é indispensável que o indivíduo compreenda plenamente os objetivos realistas do procedimento, as possíveis complicações — como assimetria, ptose residual, alterações na sensibilidade palpebral ou disfunção lacrimal transitória — e assine o termo de consentimento informado após esclarecimentos detalhados com a equipe médica.