Implante de fios versus blefaroplastia: qual procedimento é mais indicado para a criação de dobras nas pálpebras?
A escolha entre a blefaroplastia cirúrgica (ou “cirurgia de pálpebras”) e a técnica de fio contínuo — também conhecida como “blefaroplastia com fio” ou “técnica não cirúrgica de dobra palpebral” — dep
A escolha entre a blefaroplastia cirúrgica (ou “cirurgia de pálpebras”) e a técnica de fio contínuo — também conhecida como “blefaroplastia com fio” ou “técnica não cirúrgica de dobra palpebral” — depende de diversos fatores individuais, incluindo anatomia palpebral, expectativas estéticas, tolerância ao procedimento e perfil de risco do paciente.
A blefaroplastia tradicional é um procedimento cirúrgico realizado sob anestesia local ou sedação leve, no qual o cirurgião plástico remove ou redistribui tecido adiposo, músculo e pele em excesso da pálpebra superior, criando uma dobra palpebral definida e natural. É indicada principalmente para pacientes com ptose leve, pele flácida, depósitos gordurosos proeminentes ou assimetrias significativas. Os resultados são duradouros, frequentemente permanentes, mas exigem um período de recuperação de uma a duas semanas, com possibilidade de edema, equimoses e, raramente, complicações como assimetria persistente ou alterações na sensibilidade palpebral.
Já a técnica com fio envolve a inserção de suturas absorvíveis ou não absorvíveis por meio de pequenas punções na pálpebra superior, sem incisões extensas. Essa abordagem cria uma aderência entre a pele e o músculo elevador da pálpebra, simulando uma dobra. É menos invasiva, com tempo de recuperação mais curto (geralmente 3–5 dias) e menor risco de complicações graves. No entanto, seus resultados são menos previsíveis e tendem a ser temporários — podendo durar de 1 a 5 anos — especialmente em pacientes com pele espessa, tecido adiposo abundante ou tônus muscular reduzido. Além disso, há risco de migração do fio, desfazimento precoce da dobra ou rejeição tecidual.
Não existe uma opção “melhor” universalmente válida. A decisão deve ser tomada após avaliação clínica detalhada por um oftalmologista ou cirurgião plástico especializado em cirurgia palpebral, considerando a espessura cutânea, a posição do sulco palpebral pré-existente, a força do músculo levantador, a presença de ptose verdadeira e as metas realistas do paciente. Em muitos casos, a técnica com fio pode ser uma alternativa viável para jovens com anatomia favorável e mínimas alterações estruturais; já a blefaroplastia cirúrgica permanece o padrão-ouro para correções mais complexas ou duradouras.