Como promover a recuperação após a remoção das bolsas sob os olhos
Após a blefaroplastia inferior — procedimento cirúrgico destinado à remoção ou reposicionamento da gordura orbitária excessiva e ao tratamento do excesso de pele ou flacidez na região infraorbitária —
Após a blefaroplastia inferior — procedimento cirúrgico destinado à remoção ou reposicionamento da gordura orbitária excessiva e ao tratamento do excesso de pele ou flacidez na região infraorbitária — o processo de recuperação é fundamental para garantir resultados estéticos naturais, simétricos e duradouros. A fase pós-operatória não se limita à simples cicatrização: envolve cuidados específicos para minimizar edema, equimoses, desconforto e riscos de complicações como assimetrias, retração palpebral ou alterações na função lacrimal.
Nos primeiros cinco a sete dias, recomenda-se repouso relativo com elevação da cabeça durante o sono (uso de dois ou três travesseiros), aplicação de compressas frias por períodos curtos (15 minutos, com intervalos de 30 minutos) nas primeiras 48 horas e evitação rigorosa de esforço físico, incluindo levantamento de peso acima de 5 kg, atividades aeróbicas e inclinação prolongada do tronco. A medicação analgésica prescrita deve ser utilizada conforme orientação médica — nunca com automedicação — e anti-inflamatórios não esteroides devem ser evitados nos primeiros 10 dias para reduzir o risco de sangramento.
A partir do sétimo dia, inicia-se a fase de maturação cicatricial: as suturas cutâneas são geralmente removidas entre o 5º e o 7º dia, e pode-se iniciar cuidados tópicos com cremes cicatrizantes à base de silicone, sob supervisão do cirurgião. É essencial proteger a região com fator de proteção solar 50+ mesmo em ambientes internos, pois a pele pós-cirúrgica apresenta maior suscetibilidade à hiperpigmentação induzida pela radiação UV.
O edema residual pode persistir por até oito semanas, especialmente em pacientes com tendência à retenção hídrica ou idade avançada. Nesses casos, sessões complementares de drenagem linfática manual realizadas por fisioterapeuta especializado em face podem acelerar a resolução do inchaço. Já as equimoses costumam desaparecer entre a segunda e a quarta semana, embora sua intensidade varie conforme fatores individuais como uso prévio de anticoagulantes ou predisposição genética.
É crucial agendar consultas de acompanhamento regulares — tipicamente aos 7, 15, 30 e 90 dias pós-operatórios — para avaliação objetiva da cicatrização, simetria palpebral, posição do cílio e integridade da fissura palpebral. Alterações sutis, como leve ectropion ou discreta retração conjuntival, muitas vezes se resolvem espontaneamente até o terceiro mês; contudo, qualquer sinal de dor progressiva, secreção purulenta, vermelhidão intensa ou diminuição da acuidade visual exige avaliação imediata, pois podem indicar infecção ou outras complicações raras, mas potencialmente graves.