Quanto custa apenas a cirurgia de abertura do canto interno dos olhos?
Os procedimentos cirúrgicos para a correção ou modificação da forma dos olhos têm ganhado crescente interesse estético em diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil. Um desses procedimentos é a cir
Os procedimentos cirúrgicos para a correção ou modificação da forma dos olhos têm ganhado crescente interesse estético em diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil. Um desses procedimentos é a cirurgia de abertura do canto interno do olho — conhecida tecnicamente como canthoplastia medial ou epicanthoplastia — que visa reduzir ou eliminar o pliegue epicanthal (dobrinha cutânea que cobre o canto interno do olho), conferindo ao olhar uma aparência mais alongada, aberta e simétrica.
O custo desse tipo de intervenção varia significativamente conforme diversos fatores: a experiência e especialização do cirurgião plástico, a localização geográfica da clínica (com valores geralmente mais elevados em grandes centros urbanos), a complexidade individual do caso — como a espessura da pele, a presença de tecido adiposo ou alterações anatômicas associadas — e se o procedimento será realizado de forma isolada ou combinado com outras cirurgias, como blefaroplastia superior ou inferior. No Brasil, os valores podem oscilar entre R$ 4.500 e R$ 12.000, considerando consultas pré-operatórias, honorários cirúrgicos, anestesia, taxas de centro cirúrgico e acompanhamento pós-operatório.
É fundamental ressaltar que a epicanthoplastia é um procedimento delicado, que exige profundo conhecimento da anatomia periorbitária e técnica cirúrgica refinada. Complicações potenciais incluem cicatrizes hipertróficas, assimetria palpebral, alterações na posição do ponto lacrimal ou disfunção da drenagem lacrimal. Por isso, a escolha de um cirurgião plástico certificado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e com experiência específica nessa abordagem é um passo essencial para garantir segurança, resultados naturais e preservação da função ocular.
Antes de qualquer decisão, recomenda-se avaliação personalizada com especialista, exame oftalmológico complementar — quando indicado — e discussão franca sobre expectativas realistas, riscos, prazo de recuperação (geralmente de 7 a 14 dias para retorno às atividades sociais leves) e plano de cuidados pós-cirúrgicos.